Em qualquer lugar, de qualquer cidade, nos deparamos com mentes que, não ostentando cabeças rapadas, argumentam da forma mais vil e sem consistência, argumentos fascistas, xenófobos e racistas, quando é óbvio o crescimento de Portugal desde meados dos anos 1990, baseado na mão-de-obra imigrante. A partir do momento que se pensou em construir, em catadupa, como se de cogumelos se tratassem, prédios e obras públicas e privadas, a mão-de-obra imigrante foi a salvaguarda para o enriquecimento dos grandes senhores deste país, em particular, e da Europa, em geral. Basta que se pesquise devidamente estes factos, seja no INE, em observatórios de investigação, artigos na net, etc, que esta realidade se torna tão clara como 1+1=2. Segundo dados do ACIDI, a mão de obra imigrante, em tempo de crise e de despedimentos colectivos, é a primeira a ser dispensada; outra realidade é também o facto de, os imigrantes em Portugal, representarem metade daqueles que, sendo portugueses se encontram no estrangeiro a trabalhar, e que têm as mesmas aspirações que os que chegam ao nosso país.
Creio que a comunicação social devia ter um papel mais imparcial e justo na informação que é passada às populações. A verdade é que raramente pomos em causa aquilo que o jornalista informa, principalmente quando falamos em meios televisivos. Nem sempre a notícia é tal e qual como está a ser dita. Só para exemplificar, quando há uns anos se noticiou o “arrastão”, ouviu-se falar em 500 indivíduos negros, numa praia de Carcavelos, a espalhar o terror. Quando, um ou dois dias depois, entidades de segurança pública vieram abordar o assunto, informando que não se tratava de 500 mas de 15 ninguém deu importância - quando falo no assunto com outras pessoas, não encontro ninguém que se recorde desta segunda notícia. As generalizações de que qualquer ser humano se serve para categorizar o seu quotidiano, são grandemente influenciadas por situações semelhantes a esta. É mais fácil justificar um acto violento e criminoso com base no “estes tipos não valem nada e deviam ir para a terra deles”, do que pensar em desmistificar estas coisas e pensar que todas as manhas, centenas de mulheres e homens imigrantes acordam para servir o país por um ordenado tão miserável que muitos portugueses são incapazes de aceitar. Há pessoas boas e más em qualquer lado – existem indivíduos de palitó, sentados nas suas secretarias a administrar o país e as suas empresas, que nos roubam directamente do bolso e nós vemos impávidos e serenos. Esses são tão ladrões, criminosos e vigaristas como qualquer jovem delinquente que cresceu num bairro social com baratas a passearem na cozinha, casas essas facultadas pelo Estado mas onde os senhores governadores não gostariam de viver (como qualquer outro cidadão que saiba o que é viver em situações condignas)? Creio que não, são bem piores - a diferença é que têm um sistema que os protege e permite que sejam corruptos, debaixo das nossas barbas.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Ensaios
Sorvi mais um golo daquele licor amargo que me arde no estômago. Era como se milhares de espinhos me ferissem as entranhas. À minha volta uma imensidão de gente envolta num fumo e numa luz amena se perdia em conversas de bar enquanto davam os seus goles nas bebidas corrosivas. Eu perdia-me na minha. Sinto-me anestesiado e gosto. Sinto que pairo no ar, sentado naquele banco, e toco as estrelas. Entro numa galáxia e o escuro que me envolve adormece-me. Sou acordado pelo empregado do bar, com um berro. Já me conhece e sabe que tenho esse hábito, o de me perder. “Não quero ter de te levar a casa outra vez. Não te sirvo mais nenhum copo!”, disse, mas não liguei, ainda tinha o meu licor a meio. Vi que as paredes giravam e me embalavam de volta à galáxia, perto das estrelas. Senti-me pequeno. Dei mais um trago daquele licor que corrói e senti-me aquecido nos braços dela. Toquei no seu cabelo loiro e nos seus caracóis soltos e no peito da minha mãe encontrei-me reconfortado. Cantava ao meu ouvido a música de berço que já não me lembrava. Disse-me “Está tudo bem” e acreditei. Acho que estive nos seus braços longas horas, adormecidas. Senti o seu calor e a mão áspera do trabalho que acarinhava o meu tormento e o sossegava. Acordei contrariado, pela voz que me expulsava, mas ainda sentia aquele cheiro, aquele toque aquele sussurro.
O frio da rua gelou-me os ossos. Cambaleei até à esquina e apoiei-me no poste que iluminava a rua. Conseguiria chegar até casa? Faltavam alguns quarteirões…
Um pouco mais à frente vi um homem encolhido pelo frio, nas escadas de um prédio. Cambaleando, procurei uma moeda no meu bolso e estendi-lha e prossegui o meu caminho. Deparei-me com um percurso longo mas sabia que ele não demorava mais de 10m a ser percorrido. Parei a meio e ergui o pescoço para o céu que me cobria. Queria voltar e pairar mas o gelo que sentia não me deixava perder. Apoiei-me na parede e tacteei as ruas até casa. Empurrei a porta sem fechadura e subi as escadas de joelhos até à porta que me introduzia naquilo a que eu chamava casa. Sem forças e zonzo, tirei os sapatos e deitei-me na cama fria e vazia. O escuro do quarto acomodou-me à minha solidão costumeira e gemi por isso. Estava só, mais uma vez. Peguei no frasco que deixava todas as noites debaixo da almofada e bebi tudo. Sabia que ia voltar a pairar nas estrelas. E lá estava ela, dizendo-me ao ouvido “O amor sussurra”.
O frio da rua gelou-me os ossos. Cambaleei até à esquina e apoiei-me no poste que iluminava a rua. Conseguiria chegar até casa? Faltavam alguns quarteirões…
Um pouco mais à frente vi um homem encolhido pelo frio, nas escadas de um prédio. Cambaleando, procurei uma moeda no meu bolso e estendi-lha e prossegui o meu caminho. Deparei-me com um percurso longo mas sabia que ele não demorava mais de 10m a ser percorrido. Parei a meio e ergui o pescoço para o céu que me cobria. Queria voltar e pairar mas o gelo que sentia não me deixava perder. Apoiei-me na parede e tacteei as ruas até casa. Empurrei a porta sem fechadura e subi as escadas de joelhos até à porta que me introduzia naquilo a que eu chamava casa. Sem forças e zonzo, tirei os sapatos e deitei-me na cama fria e vazia. O escuro do quarto acomodou-me à minha solidão costumeira e gemi por isso. Estava só, mais uma vez. Peguei no frasco que deixava todas as noites debaixo da almofada e bebi tudo. Sabia que ia voltar a pairar nas estrelas. E lá estava ela, dizendo-me ao ouvido “O amor sussurra”.
Por Clara Coelho
Em memória de Al Berto
Deixo aqui um link para aceder ao integral de um poema, "TRÊS CARTAS DA MEMÓRIA DAS ÍNDIAS". Na altura, há alguns anos, era a segunda vez que lia Al Berto, e confirmei, mais uma vez, que este era uma poeta incomparável, tão esquecido nos nossos dias. Temos aqui uma mente brilhante, uma escrita viciante. Al Berto deixou-nos em 1997.
"O Corvo" de Edgar Allan Poe - Tradução de Fernando Pessoa
O CORVO
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste, Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais, E já quase adormecia, ouvi o que parecia O som de alguém que batia levemente a meus umbrais «Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais. É só isso e nada mais.» Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro, E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais. Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais — Essa cujo nome sabem as hostes celestiais, Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais! Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo, «É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais; Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais. É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante, «Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais; Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo, Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais, Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais. Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando, Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais. Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita, E a única palavra dita foi um nome cheio de ais — Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais. Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo, Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais. «Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela. Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.» Meu coração se distraía pesquisando estes sinais. «É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça, Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais. Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento, Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais, Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais. Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura Com o solene decoro de seus ares rituais. «Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado, Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais! Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.» Disse-me o corvo, «Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro, Inda que pouco sentido tivessem palavras tais. Mas deve ser concedido que ninguém terá havido Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais, Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais, Com o nome «Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto, Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais. Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais». Disse o corvo, «Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem cabida, «Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais. Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais, E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais Era este «Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura, Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais; E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais, Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais, Com aquele «Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo À ave que na minha alma cravava os olhos fatais, Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais, Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais, Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais. «Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais, O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!» Disse o corvo, «Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta! Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais, Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais, Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!» Disse o corvo, «Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte! Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais! Não deixes pena que ateste a mentira que disseste! Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!» Disse o corvo, «Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais. Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha, E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais, E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais, Libertar-se-á... nunca mais!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O Betinhos Andam Aí...

A Juventude "Social Democrata"(?) decidiu lançar uma campanha contra o Governo do Partido "Socialista" e de José Sócrates. É difícil discernir onde começa a hipocrisia e o cinismo... Uma juventude partidária de um partido que, como o PS, não tem feito outra coisa senão aldrabar e sonegar as esperanças aos portugueses, vem agora com uma campanha nojenta a atacar o que eles próprios fazem. Haja decoro... Haja honestidade...
Capitalistices...

Não posso negar que fico com um ligeiro esgar de satisfação no rosto quando oiço capitalistas acérrimos virem-se com frases como esta... O falhanço total do capitalismo está à vista. Mas penso, e como toda gente faz profecias hoje em dia, sobretudo os economistas mais encostados à direita, que diziam que isto ia ser um mar de rosas, há uns anos, dizia eu, então, que penso, sinceramente, que o pior ainda está para vir. Com a confluência de todos estes factores como a precariedade (ninguém me tira da cabeça que estes despedimentos de efectivos só servem para contratar, daqui a meses ou um ano, trabalhadores com vínculos precários), o desemprego massivo, o descontentamento popular a radicalizar-se, as alterações climáticas que vão ter implicação no nosso dia não daqui a muito tempo, a concentração de fortunas nas mãos de poucos, e outros factores mais, daqui a alguns tempos a situação tornar-se-á insustentável. Para já, já vamos levando com Basílios Hortas a dizerem que não sabem o que hão-de fazer. Quando toca a extorquir aos trabalhadores, isso está na ponta língua. Meus caros, o tempo resolve tudo. Para melhor ou para pior. Mas o seu curso é inexorável, tornando as coisas futuras inevitáveis. Repito, melhores ou piores. Mas isso compete-nos a nós...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Quer PS ou PSD?
Acho que o Pedro Passos Coelho quer ser Primeiro-Ministro... Ouvi dizer por aí... Ah!!, foi ontem na entrevista ao Mário Crespo! Bom, mas que dizer? O tipo, engravatado, claro, cunho de todos aqueles que são honestos, lá veio dizer que está disponível para sê-lo. E há malta que vai atrás disto... Para quê, pergunto eu? Para mudar as moscas e a merda pemanecer a mesma? Eu bem me lembro que bem falava o Sócrates tempos antes de ir para ao cargo de Primeiro-Ministro... Que bem que ele soava... Mas os interesses destes senhores é claro, e nada vai mudar se PS ou PSD forem Governo. É pena as pessoas não se mentalizarem disto... Mas democracia é democracia, e há que respeitar...
Lá Vai a Fatinha, Com a Saia Côr do Mar!
Apesar de estar em julgamento há demasiado tempo, diga-se, a nossa querida Fatinha continua a gamar os cofres da Câmara de Felgueiras para gáudio de todos aqueles que adoram a macacada e continuam a votar em macaquinhos para exercer o poder em Portugal. O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República veio hoje a terreiro dizer que, cito, "o eleito local apenas poderá exigir o pagamento das despesas [com processos judiciais] após a decisão final" e que "os pagamentos feitos noutras circunstâncias são ilegais, pelo que deve ser exigida a devolução das respectivas quantias". Entretanto o Público acrescenta que "um inquérito está já a correr no Ministério Público." Aguardamos com lágrimas nos olhos (de tanto rir, entenda-se) o que este inquérito e este julgamento vão dar.
P.S. - Uma última palavra para os felgueirenses; foram vocês que pediram uma Fatinha? Aturem-na!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Esquecimentos...
As notícias da manhã têm, por vezes, um peso tão grande que nos podem deixar ou com uma felicidade enorme estampada no rosto, ou com com um aspecto sorumbático e rezingão para o resto do dia. Há, ainda, as indiferentes. Ou que nos deixam indiferentes. Mas acordar com esta notícia, é obra... O que se sabe, e se está fartíssimo de saber, é que Sócrates é o simpático adepto de uma via de "socialismo" que não é a terceira, mas, se possível, uma quarta, quinta ou sexta. Uma via que deixa o grande capital de sorriso de orelha a orelha, que deixa os bancos ganharem o que não devem, que rouba ao Estado, ou seja a nós, que aumenta as taxas moderadoras da saúde indexadas a um valor meramente economicista, mas que deixa os bancos engordarem com "esquecimentos" pelos corredores do Ministério... As prioridades deste Governo são óbvias. E tornam-se cada vez mais, a cada dia que passa. Um bem haja aos banqueiros, que nos lixam mensalmente, e ao Governo, que o faz diariamente.
PS - Ainda à guisa desta história do aumento das taxas moderadoras: qualquer Governo verdadeiramente socialista já teria abolido algo que é perfeitamente injusto e injustificável. Com o dinheiro que é mal gasto o que serve para engordar os já anafados, haveria suficiente para o Estado garantir uma saúde gratuita e universal. Ainda para mais indexando o valor de aumento das taxas moderadores através de um indicador economicista e tendencioso. Perfeitamente aberrante. A vergonha segue dentro de momentos.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Macaquices...
Francamente... Ora então, nós, já nas nossas liberdades tão reduzidas, já nem podemos fazer sexo... Para mim, este estudo podia ser enfiado num sítio que eu cá sei. Hei-de fazer sexo muitas vezes, quantas vezes melhor, porque me dá um prazer dos diabos! Querem levar a nossa sociedade cada vez mais para a robotização. Seremos todos um rebanho de carneiros bem comportado e amorfo, para que quem ganha connosco, o capitalista anafado, possa ainda ganhar mais. Ai se um dia eles se lembrarem que o tempo que gastamos a copular podíamos estar a trabalhar...ui...aí é que vão ser elas... E se este estudo, porventura, não tiver esta índole maquiavélica que lhe estou a dar, então que venha esse cancro de prostata!!!!!!!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Partido..."Socialista"?
Eis o grande PS de esquerda, como alguns querem fazer crer! O PS, com a conivência dos partidos de direita, que se abstiveram por nojo, e os votos dos partidos de esquerda contra, aprovou o código de trabalho que queria que contivesse a norma de um período experimental de 180 dias, mas que "apenas" é de 90. Claro, os patrões até vão jantar fora para festejar o facto... Os desgraçados dos trabalhadores, esses, vêem a sua vida agravada, passando a estar ao dispôr dos magnatas para o que der e vier, por 90 dias. Ao fim desse período, porta fora com eles, que podemos pôr cá outros otários... É este o PS de esquerda que o próprio PS preconiza? Que esquerda é esta? A esquerda do patronato? A esquerda que reduz os direitos e nos torna carne para canhão dos empresários? A vergonha segue e seguirá dentro de momentos, com o PS a demonstrar que está mais à direita que nunca. E não venham acenar com o casamento entre casais do mesmo sexo. Medida de esquerda, social, certíssimo, mas curta para justificar que o PS seja, de facto, um partido de esquerda. Quem se quer enganar, que se engane. Quem quiser fechar os olhos e julgar que este é o PS que alguns construíram no passado, feche. Eu não. A direita, hoje, ganhou. Os trabalhadores perderam. Somos todos experimentáveis. Cada vez mais.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Obama
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
A lider Parlamentar Sensual...

Parece que a Lider Parlamentar do PP Espanhol, Soraya Saenz de SantaMaria posou em fotos sensuais para a revista dominical do El Mundo. Esta situação não seria anormal se o PP nao tivesse criticado há algum tempo atrás as Ministras Socialistas por terem feito o mesmo. Agora o PP, pela voz do seu lider Mariano Rajoy, vem afirmar que se calhar não devia ter criticado as Ministras... É caso para dizer: "pela boca morre o peixe" ou "nunca digas desta água não beberei.
De qualquer forma, Mariano Rajoy não tem que se envergonhar. A sua lider parlamentar é,com todo o respeito, como diriam alguns amigos meus mais idosos, "um malho do caraças"...
A força da Mudança!

Ontem o Secretário - Geral do PS José Sócrates apresentou a sua moção global de Estratégia. Não quero alongar-me muito em considerações sobre a mesma. Quero apenas destacar a defesa do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Esta tem vindo a ser uma bandeira da Juventude Socialista nos ultimos tempos. Fico satisfeito que o PS queira por fim a uma situação de descriminação. Uma das coisas que distingue a esquerda da direita é luta contra qualquer tipo de descriminações. Ao assumir esta posição, o PS demonstra uma vez mais que - por muito que custe a alguns senhores do Bloco de Esquerda e do PCP - é o grande partido da esquerda portuguesa.
domingo, 18 de janeiro de 2009
O "comentador"
Congresso do CDS-PP
Este fim-de-semana decorreu o Congresso do CDS-PP. Não vou fazer considerações políticas sobre o mesmo, porque não tenho vagar neste momento. Mas queria fazer uns apontamentos. O primeiro vem na forma de uma pergunta; como é possível um partido que não elegeu ninguém para Lisboa e conta com menos de metade da percentagem do PCP e do BE nas intenções de voto para as legislativas, tem 1200 delegados? Ai tanto betinho... Segunda observação, segunda pergunta; como é possível um partido que não elegeu ninguém para Lisboa e conta com menos de metade da percentagem do PCP e do BE nas intenções de voto para as legislativas consegue ter tanto tempo de antena nas televisões e ter honras de ter a comentadora política da SIC Anabela Neves e, pasme-se, o supra-sumo da informação da SIC, Ricardo Costa, no comentário, em directo, ao Congresoso? De quem é o interesse por trás disto? Quem move tanto meio para um partido moribundo? Quem quer isto? Bom, fica as questões, mas que cheira mal, cheira...
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É claro que os hospitais serão privatizados...
Cheguei agora do Hospital dos Capuchos. Para sintetizar o hospital numa palavra, ocorre-me apenas esta: vergonha. Por várias razões. Para se entrar no serviço de dermatologia, tem que se descer uma rampa íngreme, cujas várias passagens das visitas, em dia de chuva, deixa, além disso, a rampa íngreme molhada. A minha namorada, ao descer esse íngreme e molhada rampa, deu um trambolhão que lhe rasgou a saia e lhe deixou um hematoma no rabo. As consequências podiam ser piores. Não obstante, naquela rampa já caíram muitas pessoas pela sua falta de segurança. E está assim há anos. Até funcionários do hospital lá se quedam... Já disse que caía água do tecto sobre a rampa? Assim é. Mas há mais. O pai da minha namorada, que lá está internado, pediu hoje uma toalha para se limpar depois do banho que queria tomar. O pedido foi-lhe recusado porque...não havia toalhas de banho... Em alternativa, deram-lhe um lençol de cama para se limpar... Mas a palhaçada continua. Segundo o relato da minha namorada e do seu pai, antes de eu ter chegado ao hospital a luz faltou várias vezes. Eram pequenas intermitências, de acender e apagar, mas eram suficientes para quebrar a luz. Como é possível isto acontecer num hospital?!?! Onde há gente ligada às máquinas?!?! A vergonha das vergonhas... Para terminar, as camas estão separadas por meio metro, a zona da dermatologia está degradada, as casa de banho são simplesmente horríveis, o cheiro é nauseabundo, etc....
Enfim, tudo isto para dizer que se percebe perfeitamente porque os hospitais são sistematicamente privatizados. Entende-se. Porque os governos PS e PSD tem esse objectivo nojento, deixam degradar os hospitais públicos para se fazer a transição com base nessas desculpas vergonhosas.
Obrigado a ambos pela saúde que temos. Obrigado.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Aparições do Senhor II
Sua Excelência, o Nosso Senhor Primeiro-Ministro, hoje esteve em Ovar a inagurar uma Unidade Familiar de Saúde. E lá disse que não vai haver vacilações na aplicação das reformas para a Saúde (mesmo nunca sabendo se estas são boas ou más...).
Mas lá apareceu outra vez na TV...
Tem Razão!

Andaram a fazer a vida negra ao homem, enquanto foi lider e ele agora paga na mesma moeda. Cada vez gosto mais de Luis Filipe Menezes. É um político corajoso e com espinha dorsal. E até tem razão naquilo que diz... A actual direcção do PSD, a começar pela dra. Manuela, é um desastre. A ele, por muito menos, quase o crucificaram. Curiosamente pelos mesmos que agora demonstram a sua incompetencia política...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Aparições do Senhor I
Inauguro hoje, mas já devia ter inaugurado há meses, uma rúbrica à qual chamarei "Aparições do Senhor". Ora, esta rúbrica tem uma objectivo: assinalar as vezes que Sócrates aparece na televisão. Sendo que ele aparece todos os dias, a assinar protocolos, a fazer discursos prós velhinhos, a dar magalhães, etc., etc., etc., e eu tenho mais que fazer que ver todos os dias os telejornais, vou tentar fazer o melhor para assinalar as aparições do macaquinho na TV. Claro, em ano de eleições, o rapaz tem muito a prometer e para inagurar...
Hoje foi a dizer que os cuidados continuados vão ter mais camas.
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