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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Partido..."Socialista"?

Eis o grande PS de esquerda, como alguns querem fazer crer! O PS, com a conivência dos partidos de direita, que se abstiveram por nojo, e os votos dos partidos de esquerda contra, aprovou o código de trabalho que queria que contivesse a norma de um período experimental de 180 dias, mas que "apenas" é de 90. Claro, os patrões até vão jantar fora para festejar o facto... Os desgraçados dos trabalhadores, esses, vêem a sua vida agravada, passando a estar ao dispôr dos magnatas para o que der e vier, por 90 dias. Ao fim desse período, porta fora com eles, que podemos pôr cá outros otários... É este o PS de esquerda que o próprio PS preconiza? Que esquerda é esta? A esquerda do patronato? A esquerda que reduz os direitos e nos torna carne para canhão dos empresários? A vergonha segue e seguirá dentro de momentos, com o PS a demonstrar que está mais à direita que nunca. E não venham acenar com o casamento entre casais do mesmo sexo. Medida de esquerda, social, certíssimo, mas curta para justificar que o PS seja, de facto, um partido de esquerda. Quem se quer enganar, que se engane. Quem quiser fechar os olhos e julgar que este é o PS que alguns construíram no passado, feche. Eu não. A direita, hoje, ganhou. Os trabalhadores perderam. Somos todos experimentáveis. Cada vez mais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A força da Mudança!




Ontem o Secretário - Geral do PS José Sócrates apresentou a sua moção global de Estratégia. Não quero alongar-me muito em considerações sobre a mesma. Quero apenas destacar a defesa do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Esta tem vindo a ser uma bandeira da Juventude Socialista nos ultimos tempos. Fico satisfeito que o PS queira por fim a uma situação de descriminação. Uma das coisas que distingue a esquerda da direita é luta contra qualquer tipo de descriminações. Ao assumir esta posição, o PS demonstra uma vez mais que - por muito que custe a alguns senhores do Bloco de Esquerda e do PCP - é o grande partido da esquerda portuguesa.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Mundo Gira, E Tudo Muda


Fiquei muito sensibilizado ao ver, há pouco, no Jornal da Tarde da RTP1, o "socialista" Blair e o novo testa de ferro da direita, Sarkozy, juntos, juntinhos, juntinhos, numa conferência promovida por ambos sob o título "New World, New Capitalism", ou na versão Sarkoziana, "Nouveau Monde, Noveau Capitalism". Seja qual for a língua utilizada, percebe-se onde estão os "socialistas" dos Partidos "Socialistas" Europeus. Estão lá para as bandas da direita, claro, juntinhos a Sarkozy, Merkl, Berlusconi e outros que tais. Venderam-se por completo aos interesses, às motivações economicistas sem pestanejar. E já nem têm a vergonha de afirmar o Capitalismo como o caminho da iluminação. Ora, parece-me que o Socialismo e o Capitalismo são teses antagónicas. Assim não parecerá a Tony Blair, que se mexe como uma enguia pelo meio dos teses de direita.

Vendo-os ali, juntinhos, juntinhos, foi fofinho. Em busca da "moralização do capitalismo", citando Sarkozy. Como se o Capitalismo fosse moralizável... As provas são irrefutáveis, e foi graças à ganância do Capital que as coisas estão como estão. Mais pobreza, mais terceiro mundismo, menos classe média, mais riqueza concentrada, mais precariedade no emprego, menos emprego, mais luxos para poucos, mais miséria para muitos. Claro, mas vamos lá moralizar isto. Apimente-se com um bocadinho de religião, e voltemos aos tempos da bacoquice da outra senhora.

Mas vendo-os ali, juntinhos, juntinhos, dá-me ainda mais alento para lutar contra este marasmo de idéias dos centrões europeus, que vendem a alma pelo poder, que seguem as políticas dos magnatas, não dos partidos, que não discutem idéias novas, antes dão palmadinhas nas costas numa permanente concordância nojenta e mesquinha, como se o debate de idéias e ideologias estivesse morto e enterrado.

Vendo-os ali, juntinhos, juntinhos, dá-me a certeza que entre os Partidos "Socialistas" e Liberais europeus não existe uma única diferença, já que os distinga verdadeiramente. E isto dá-me uma enorme vontade de lutar contra este lodaçal instalado, contra este regime do silêncio imposto, da vigência da tese de que só uma política é possível. Não. NÃO! O Ser Humano é infidável de idéias e recursos, e RECUSO-ME a aceitar a idéia de que as coisas são assim e não se pode mexer nelas!