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quarta-feira, 24 de junho de 2015
TAP - voar baixinho - a ideologia da privatização
Racionalizar sobre matéria política é coisa difícil e tendemos, todos e todas, a observar as coisas com um certo estrabismo. Ou miopia. Este é o meu estrabismo. Ou miopia. A privatização da TAP é, antes do mais, uma questão política e ideológica. Sá Carneiro havera sonhado com um governo e um presidente de direita. Esta conjuntura caiu no colo de um estulto, Passos Coelho. Co-adjuvado por um mísero e mesquinho Paulo Portas que, politicamente, dispensa irrevogáveis apresentações. Com a cartilha neo-liberal em alta por essa Europa fora, onde qualquer pensamento económico (que é, por si, uma ciência social, onde, por óbvia virtude, deve imperar o pensamento crítico) fora do baralho é rejeitado liminarmente (como é o caso da Grécia), onde todos devemos ir junto da carneirada, nunca questionando coisa alguma, absolutamente nada (porque eles têm razão, eles têm sempre razão - e se dizem que o caminho para a Europa é este, é porque só há este, porque eles até são as pessoas mais inteligentes do planeta, quiçá do Universo), a privatização da TAP era natural. Inserida numa lógica de privatizar tudo, "porque tudo privatizado é sempre melhor", os neo-liberais, e Passos Coelho, candidamente inserido nessa pandilha, garantem mais uns empregos a altas figuras (altos figurões) que estranhamente, ou não, transitam das administrações de umas empresas para outras, por vezes sem mostrarem quaisquer resultados. Mas mais. Garantem que o Estado fica sem nada. Absolutamente nada. Apenas um gestor das pensões, um agente passivo na difusa figura em que o Estado Social, batalhado e conquistado nas trincheiras, se tornou. O Estado mínimo é a última invenção destes lordes da manipulação, desta gente que paga cada vez menos em subsídios de desemprego, a cada vez menos pessoas, e que se congratulam com descidas de desemprego forjadas pela saída hemorrágica de pessoas para o estrangeiro, algumas em busca de emprego, outras, talvez, de quimeras, devaneios oníricos. Seja como for, partem porque a vida lhes fugiu aqui. Por esta ou aquela razão. Muitos partem porque a vida lhes foi negada, a decência e orgulho de se ser vivo, de se ser pensante, de se ter trabalhado ao longo de anos para obter um papel a dizer que são licenciados, porque tudo isto lhes resultou num rotundo não. Não é possível. Desculpe, mas a sua vida está encerrada até à conclusão dos trabalhos. A nossa vida está toda encerrada até à pérfida conclusão dos trabalhos de delapidação do Estado Social, privatizações fabricadas em linha de montagem.
A privatização da TAP assenta que nem uma luva nesta senda ideológica de vender tudo o que é nosso, desse Estado Social que os nossos e nossas ancestrais conseguiram idealizar e pôr em prática; vender pilares e símbolos do Estado, em troca de patacos (quem sabe se de alguns lugarzinhos para amigos e apaniguados - não me consigo esquecer, nem quero esquecer, a ida de Ferreira do Amaral para Lusoponte, depois de ter sido o responsável máximo do...Ministério das Obras Públicas e Transportes; entre outros exemplos, mas não quero ser mesquinho). Esta é a ideologia vigente que temos. Votada e validada pelos eleitores que, conscientemente, colocam na urna o seu direito e dever. Esta é "a única saída", garantem-nos. Esta é a única via, é a vida ou a morte. Vendermo-nos.
Duas reflexões finais. Como foi possível construir uma Europa com uma moeda única, retirando aos Estados a possibilidade de manipular a sua própria economia monetária, com tantas desigualdades e a tantas velocidades diferentes? E como será possível, segundo esta lógica, safarmo-nos de outra crise económica deste tipo, segundo esta lógica, reafirmo, sem ter nada para vender e fazer dinheiro rápido? É bom lembrar que as crises económicas são cíclicas, e a próxima acontecerá. Seja por causa da Grécia (para mim, leia-se Europa burocrata e neo-liberal), seja por causa do bater de asas de uma borboleta no outro lado do mundo.
(Como isto mete um bocadinho de Grécia, pode ser que fale sobre a helénica situação também)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
PSD JAMAIS!!!
Parece que o PSD quer rever a lei Laboral. Para pior, como é óbvio, para quem trabalha. Umas das alterações é alargar os contratos a Prazo para quatro anos e a possiblidade de pudererm ser renovados ilimitadamente. É de facto, animador para quem trabalha! Com esta proposta um traabahador pode passar o resto da vida precário...Os patrões, claro, esfregam as mãos de contentes.
É por estas e por outras que, apesar de reconhecer falhas na Governação Socialista, prefiro mil vezes um Governo PS. Com a direita no poder já sabemos o que aconteceria - maior precariedade no emprego e perda de direitos laborais. Por isso afirmo: PSD JAMAIS!!!
É por estas e por outras que, apesar de reconhecer falhas na Governação Socialista, prefiro mil vezes um Governo PS. Com a direita no poder já sabemos o que aconteceria - maior precariedade no emprego e perda de direitos laborais. Por isso afirmo: PSD JAMAIS!!!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Inaceitável!
Eu Compreendo que o Governo, dada a conjuntura actual, tenha que fazer cortes na despesa.Agora, esta noticia é inaceitável. Nem quero acreditar... Cortar nas prestações sociais dos mais desfavorecidos?Ao concretizarem-se, atrevo-me a dizer, por muito que me custe como militante do PS, são indignas de um Governo Socialista! Esperemos que este reconsidere e não as concretize!! A bem dos mais pobres e dos mais frágeis!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Recompensa dos que Verdadeiramente Criam Riqueza: Quem Trabalha
Ora aí está! Uma das notícias mais aguardadas pelos portugueses. O aumento da idade de reforma está a ser ponderado pelo Governo. Na prática, havemos todos de bater a bota antes de lá chegarmos. E mesmo que consigamos enganar a morte até aos 67 anos, não julguem que ela virá muito depois. Por mim falo, pois o meu pai pouco teve tempo de gozar sobre os quarenta e tal anos de caixa que tinha (anos em que engordou o patrão e a sua família e o Estado). Resultado: recompensa=0.
A idéia de que a vida também é divertimento, lazer e afins, vai-se esbatendo nesta idéia de sociedade moderna, a sociedade do trabalho, do stress e, consequentemente, da doença (mental e física), da psicose, dos psiquiatras e dos psicólogos. Todos nós temos o direito e dever ao lazer, tal como temos a trabalhar. Mas se entramos na escola aos 3, 4, 5 anos de vida e saímos dessa vida estudantil e iniciamos logo o nosso percurso laboral, quero perguntar aos nossos governantes onde está o nosso espaço de lazer. E contando que cada vez mais o trabalho é precário (vínculos precários, baixos salários, poucos direitos) e a recibos verdes (que nem direitos têm), onde vai parar o nosso tempo de lazer? Ou estará este, futuramente, apenas confinado a uma franja da sociedade; os que podem? Porém, os que lá chegarem, pouco mais deverão querer do que calçar umas chinelas e quedar-se em frente à televisão, sorumbáticos. É que a nossa idade de pujança física e psíquica situa-se muito antes dos 67 anos. Deveríamos ter o direito a ter um final de vida condigno, de lazer, de recompensa pelos anos que demos riqueza. Senão, sentimos que tudo o que passámos a fazer nos anos de labuta, foi engordar (ainda mais) os bolsos ao anafado capitalista que nos dava a esmola ao fim do mês (e, na maior parte dos casos, assim é).
Creio que deverá haver espaço ao trabalho e ao lazer. Em medidas justas, claro (não estou para aqui a defender uma vida de regabofe). Uma vida que seja digna. Que tenha direitos e deveres.
Mas sinto que estou para aqui a falar para o boneco. A intenção das "sociedades avançadas" (?) será a de nós não podemos gozar a nossa reforma em plenitude, um justo prémio para quem sempre trabalhou por conta de outrém, enriquecendo esse mesmo (e o Estado), sendo que a sua recompensa, assim, não será mais que uma esmola do Estado para os últimos (poucos) anos de vida.
A idéia de que a vida também é divertimento, lazer e afins, vai-se esbatendo nesta idéia de sociedade moderna, a sociedade do trabalho, do stress e, consequentemente, da doença (mental e física), da psicose, dos psiquiatras e dos psicólogos. Todos nós temos o direito e dever ao lazer, tal como temos a trabalhar. Mas se entramos na escola aos 3, 4, 5 anos de vida e saímos dessa vida estudantil e iniciamos logo o nosso percurso laboral, quero perguntar aos nossos governantes onde está o nosso espaço de lazer. E contando que cada vez mais o trabalho é precário (vínculos precários, baixos salários, poucos direitos) e a recibos verdes (que nem direitos têm), onde vai parar o nosso tempo de lazer? Ou estará este, futuramente, apenas confinado a uma franja da sociedade; os que podem? Porém, os que lá chegarem, pouco mais deverão querer do que calçar umas chinelas e quedar-se em frente à televisão, sorumbáticos. É que a nossa idade de pujança física e psíquica situa-se muito antes dos 67 anos. Deveríamos ter o direito a ter um final de vida condigno, de lazer, de recompensa pelos anos que demos riqueza. Senão, sentimos que tudo o que passámos a fazer nos anos de labuta, foi engordar (ainda mais) os bolsos ao anafado capitalista que nos dava a esmola ao fim do mês (e, na maior parte dos casos, assim é).
Creio que deverá haver espaço ao trabalho e ao lazer. Em medidas justas, claro (não estou para aqui a defender uma vida de regabofe). Uma vida que seja digna. Que tenha direitos e deveres.
Mas sinto que estou para aqui a falar para o boneco. A intenção das "sociedades avançadas" (?) será a de nós não podemos gozar a nossa reforma em plenitude, um justo prémio para quem sempre trabalhou por conta de outrém, enriquecendo esse mesmo (e o Estado), sendo que a sua recompensa, assim, não será mais que uma esmola do Estado para os últimos (poucos) anos de vida.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Julgamentos Públicos
Confesso que, apesar de não ter simpatia alguma ela figura de José Sócrates, esta chachada já me faz alguma confusão. É julgar se for presico julgar, ou não julgar se não houver indícios de nada.
E, em relação a outro assunto (as alegadas tentativas de controlo da comunicação social) gostava, francamente, de saber, quem tem tiques de controlo da comunicação social. A mim, parece-me que, desde sempre, a direita tem estado na vanguarda desta situação, a começar pela Impresa, que controla, essa sim, diversos órgãos de comunicação social, e é presidida por um dos fundadores do PPD-PSD. Nunca ninguém questionou esse controlo, ou se existe, nem nunca ninguém averiguou a imparcialidade desses órgãos. Isto faz-me espécie, claro que faz. Não estou a lançar suspeitas sobre nada, mas gostava de saber o porquê do silência da direita em relação a este caso. E o órgãos sociais são quase todos ligados à direita.
E, em relação a outro assunto (as alegadas tentativas de controlo da comunicação social) gostava, francamente, de saber, quem tem tiques de controlo da comunicação social. A mim, parece-me que, desde sempre, a direita tem estado na vanguarda desta situação, a começar pela Impresa, que controla, essa sim, diversos órgãos de comunicação social, e é presidida por um dos fundadores do PPD-PSD. Nunca ninguém questionou esse controlo, ou se existe, nem nunca ninguém averiguou a imparcialidade desses órgãos. Isto faz-me espécie, claro que faz. Não estou a lançar suspeitas sobre nada, mas gostava de saber o porquê do silência da direita em relação a este caso. E o órgãos sociais são quase todos ligados à direita.
terça-feira, 24 de março de 2009
Vanitas vanitatum omnia vanitas
A entrada anterior leva-me a falar de outra coisa que me deixa perfeitamente perplexo. Isto já ocorre há alguns anos a esta parte. Agora virou moda os Governos (ora é PS, ora é PSD) e das Câmaras Municipais fazerem enormes outdoors e cartazes (aos milhares) para anunciar obra feita, e obra a fazer. Ou a ser feita. O Programa Novas Oportunidades é um bom exemplo disso. Lá para baixo para o Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio, como preferirem, António Costa decidiu pôr umas tarjas enormes em volta da obra a dizer que o Tejo não podia esperar mais. E não, tem razão. Pelo menos Lisboa fará a sua parte na reabilitação de um dos rios e dos estuários mais lindos do mundo. O que me deixa perplexo não é nada disto. Algumas medidas quer do Governo quer da Câmara Municipal de Lisboa, deixa-me satisfeito. Sou rezingão, mas não sou parvo. O que me deixa enojado é o facto de hoje em dia se anunciarem obras ou programas ou outros de uma forma tão marketinguizada, tão cheia de basófia, como se não fosse obrigação dos que os eleitores elegem fazer essas coisas... Se já à muito se reclamava uma oportunidade dos que se ficaram pelo ensino básico ou secundário há muitos anos para obterem algo mais ao nível da sua formação pessoal e profissional, isso era uma obrigação do Governo. Não um bónus. Se há muito se reclamava pela retirada dos esgotos (um verdadeiro nojo) de fronte da Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço, como preferirem, isso era uma obrigação da Câmara, não um bónus. O que eu retiro desta mediatização da obra feita pelos Governos e pelas Câmaras, é que "eu não tenho nada para apresentar, mas olhem, fiz isto; ou estou a fazer". Sinceramente, creio que os Governos tem determinadas obrigações. E uma delas, é melhorar as nossas condições de vida. Isso não tem que ser basofiado. Tem que ser feito. Ponto. Estes outdoors e estes cartazes todos dizem-nos que a basófia e a vã glória é mais que muita. "Estamos todos inchados por ter feito isto. Falta o resto, mas nós fizemos isto. Vejam esta beleza de cartazes... UAU! Fomos nós que fizemos isto!". Francamente, creio ser esta a mensagem que tentam passar. Percebo perfeitamente o que querem fazer. Querem fazer do poder uma campanha permanente, contando-nos tudo o que fazem, vangloriando-se como quem não tinha que o fazer, mas fez. Isto é errado. É mesquinho. É estúpido. Os órgãos nacionais são eleitos para fazer. E fazer bem. E não têm que anunciar aos sete ventos o que vão fazer ou o que estão a fazer. A isso chama-se vaidade.
Mais aldrabice, mais eleitoralismo

Sócrates continua a desdobrar-se em múltiplas campanhas dentro de uma mais gigantesca que é a sua recandidatura ao cargo de primeiro-ministro. Continua a aldrabar os portugueses, como o fez na campanha que lhe deu a maioria absoluta.
Desta feita foi ao Centro de Serviços Partilhados da multinacional Solvay (claro...haveria de ser num bairro social qualquer...), das áreas da energia química, farmacêutica e plásticos, em Carnaxide, dizer que, passo a citar, "os 25 mil estágios profissionais para jovens existentes em 2008 serão aumentados para 40 mil em 2009". Claro que sim, aldrab..., perdão, Sócrates. Claro que sim. Como foram introduzidos os 150 mil empregos, como foram reduzidos os impostos, como foi alterado o Código do Trabalho do Bagão, etc.. Claro, Sócrates. Claríssimo, até. Para quem quer ver, obviamente. Há aqueles, também, que acreditam em tudo o que ouvem, desde que desejem muito ouvir aquilo.
Continuo a adorar ouvir como tudo o que é mau é culpa do que se passa a nível internacional, mas tudo o que de bom se passa é fruto da coragem, visão, talento, engenho e arte do Governo português!
terça-feira, 10 de março de 2009
Foram os Governos PS e PSD que venderam a sáude
As clínicas de sáude privadas andam muito incomodadas por receberem a ralé nos seus limpos consultórios. Para quem cause espanto disto da saúde ser um negócio, há muito que certas forças políticas vinham alertando para o facto da privatização da saúde ser um mau negócio para os portugueses. Bom, quando digo portugueses, digo a esmagadora maioria... Porém, há para aí uns galifões anafados a quem a crise passa ao lado com uma velocidade estonteante... A esses, até podiam operá-los com untensílios de ouro que não pestanejavam na hora de pagar... Mas a grande maioria da população, necessita de um BOM sistema de saúde público para todos, gratuito. O que se está a passar agora com esta história da reprodução medicamente assistida, não é nada que essas mesmas forças políticas não tenham também alertado. Sendo que os sucessivos Governos PS ou PSD venderam a nossa saúde aos grandes grupos económicos, com quem fizeram alguns acordos, recorrem agora a eles por falta de meios materiais (que, também, os próprios Governos criaram). Sendo assim, estão a colher o que semearam. Diria que é bem feito, não fora a gravidade de se estar a brincar com um tema tão delicado como a sáude. O Governos que nos venderam o futuro, são conhecidos de todos. Desde a educação até à saúde, passando pelo emprego e outros items, venderam-nos com toda a pompa e circunstância. Agora, as clínicas privadas deixam-lhes um valente: LIXEM-SE!! para que possam ver a merda onde nos meteram.
Do outro lado da barricada estão os "senhores" do capital, que apenas olham o lucro, doa a quem doer. Bom, e neste caso da saúde, é mesmo "doa"...
A demagogia está a pssar por aqui
A graciosa Manuela Ferreira Leite anda a desdobrar-se em discursos e palavreados (seguindo, talvez, o conselho que Marcelo Rebelo de Sousa lhe deu para sair mais da toca) para tentar inverter o sentido das sondagens que grassam em ano de eleições várias. A Manelinha sabe que tem que fazer oposição, e pouco lhe interessa o como. É preciso é que a finalidade seja obtida com pompa. E títulos de noticiários. Volta, desta feita, a colocar o ênfase sobre as obras públicas que o Governo já anunciou. Mal ou bem, o Governo tenta criar algumas soluções para a retoma da oferta de emprego, e as obras públicas são um bom estímulo. Pode, enfim, contestar-se se o que é preciso é um aeroporto ou o TGV, ou mais escolas públicas, mais hospitais, mais centros de saúde, mais centros de apoio aos idosos, mais habitação para jovens, etc.. Para mim é claro que as prioridades deviam ser as do segundo grupo. Ou seja, concordo com o Governo de que é preciso investimento público nesta altura de crise, mas discordo das prioridades impostas por este. Já com Manuela Ferreira Leite, discordo em tudo. A Nelinha faz-me lembrar um determinado senhor que estava na bancada da oposição e desancava contra o governo de Durão/Portas e, depois, o de Santana/Portas por causa do Código de Trabalho e dos ataques à função pública, entre outras coisas... Vejam o que esse rapazinho anda a fazer agora... Ao que tudo indica, a Manelinha também anda a fazer para aí demagogia aos molhos. Só espero que os seus acessores tenham trazido os saquinhos dos dejectos para apanhar os pedaços de demagogia para não sujarem o chão por onde ela passa...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O Betinhos Andam Aí...

A Juventude "Social Democrata"(?) decidiu lançar uma campanha contra o Governo do Partido "Socialista" e de José Sócrates. É difícil discernir onde começa a hipocrisia e o cinismo... Uma juventude partidária de um partido que, como o PS, não tem feito outra coisa senão aldrabar e sonegar as esperanças aos portugueses, vem agora com uma campanha nojenta a atacar o que eles próprios fazem. Haja decoro... Haja honestidade...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Partido..."Socialista"?
Eis o grande PS de esquerda, como alguns querem fazer crer! O PS, com a conivência dos partidos de direita, que se abstiveram por nojo, e os votos dos partidos de esquerda contra, aprovou o código de trabalho que queria que contivesse a norma de um período experimental de 180 dias, mas que "apenas" é de 90. Claro, os patrões até vão jantar fora para festejar o facto... Os desgraçados dos trabalhadores, esses, vêem a sua vida agravada, passando a estar ao dispôr dos magnatas para o que der e vier, por 90 dias. Ao fim desse período, porta fora com eles, que podemos pôr cá outros otários... É este o PS de esquerda que o próprio PS preconiza? Que esquerda é esta? A esquerda do patronato? A esquerda que reduz os direitos e nos torna carne para canhão dos empresários? A vergonha segue e seguirá dentro de momentos, com o PS a demonstrar que está mais à direita que nunca. E não venham acenar com o casamento entre casais do mesmo sexo. Medida de esquerda, social, certíssimo, mas curta para justificar que o PS seja, de facto, um partido de esquerda. Quem se quer enganar, que se engane. Quem quiser fechar os olhos e julgar que este é o PS que alguns construíram no passado, feche. Eu não. A direita, hoje, ganhou. Os trabalhadores perderam. Somos todos experimentáveis. Cada vez mais.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Manuel Alegre, o PS, e a esquerda
Manuel Alegre, como se sabe, participou este fim-de-semana em novo Fórum alargado de esquerdas, tal como já o tinha feito há algum tempo, na Trindade. Manuel Alegre mostrou, assim, que o caminho da esquerda, tal como eu já o sabia, não é uma coisa acabada, fechada para balanço. É, antes, um caminho novo que se pode e deve percorrer, numa conjuntura em que o Capitalismo dá sinais de fraqueza e que deve servir para uma reflexão séria, à esquerda. Aliás, tal como hoje, nem mais, os militantes mais à esquerda no PS pediram uma maior abertura de José Sócrates para um debate sério aos problemas actuais, pedem os partidos à esquerda do PS que este desça do pedestal onde se instalou, por via da maioria absoluta que teve nas últimas eleições, e debata a conjuntura internacional/nacional e as soluções à esquerda que possam melhorar a vida das pessoas, e promover a igualdade. Tanto quanto se sabe, a igualdade parece, hoje, definitivamente arredada das políticas do PS; 18% da população portuguesa vive com 379€ por mês, manifestamente pouco, ao passo que 20% da população com maiores rendimentos, ganha 6,5 vezes mais que os 20% de população com menos rendimentos. Como diria Guterres, é fazer as contas. E fazer as contas para perceber que pouco, ou nada, foi feito para reduzir esta catástrofe. Isto, em 2007. Comparando com 2006, as diferenças são praticamente desprezáveis.
Falo nisto, porque é nestas questões, e na educação, e na saúde, e no emprego (e no desemprego), e na justiça, etc., que reside o fundamental do debate que há fazer nas esquerdas portuguesas. Entretanto, o PS continua a falar sozinho, num recorrente caminho de continuação de políticas de direita, como foi agora perfeitamente visível aquando da aprovação do novo Código do Trabalho. Só o mais cego dos apoiantes de Sócrates pode afirmar que aquilo é um estiramento à esquerda… Mas é a conjuntura, dizem-nos… A conjuntura tem servido um pouco para tudo. Aliás, o mais engraçado de registar ultimamente tem sido o esforço de Sócrates (para além do esforço suplementar em aparecer TODOS os dias na televisão…) em afirmar que tudo o que de bom se passa em Portugal, é de única e exclusiva responsabilidade do governo PS, e tudo o que se passa de mau é um fado que vem do exterior por via da péssima conjuntura económica. Ora, para quem quiser, obviamente, meia palavra basta…
É claro que o PS de Sócrates, e o seu séquito de militantes mais apoiados ao braço direito da cadeira, do que ao esquerdo, não deseja, abomina, até, uma convergência à esquerda. Porque sabe que esse caminho é mais difícil e requer uma abertura que um PS agarrado à cadeira do poder rejeita liminarmente. É mais fácil seguir o caminho do poder pelo poder, para dar tachos aos sequiosos, que percorrer os trilhos de uma convergência verdadeiramente de esquerda que estes novos tempos precisavam e precisam. Por isso as reacções a esta intervenção de Alegre num Fórum de Esquerdas da parte do PS foram tão negativas. Alegre tem o direito e o dever de participar no que bem entende, quando entende, e não como os outros pensam que deve ser: obediência cega ao partido que, por acaso, até está no governo. Alegre tem o direito de se expressar livremente onde bem entende. E não consigo, de todo, compreender, o sururu que causa estas participações de Alegre nestes Fóruns, no PS. Não consigo. Se o PS defende a liberdade tanto como tenta fazer crer, não compreendo esta objecção a militantes do Partido Socialistas em participar noutras coisas que não sejam do PS. Enfim. Adiante.
Pedro Silva Pereira também, como diz a vozinha que sussurra dentro do PS e na cabeça dos seus militantes, veio a terreiro dizer que não entende a existência estes Fóruns. Pudera. Ninguém precisa que ele explique porquê. Seja como for, fica-se ciente da distância que separa diferentes sensibilidades de esquerdas ao PS. Essa distância vai, certamente, aumentar. Não por meu desejo pessoal, que gostava de ver o PS a discutir as opções, à esquerda, de um planeta sustentável para o novo milénio. Mas por via deste autismo atávico e cavaquista que tomou conta do PS, que sabe tudo e não precisa dos outros para nada. E viva a maioria absoluta…
O PS faz no governo tudo aquilo que “abominava” (abominava entre parêntesis porque sabe-se, hoje, que verdadeiramente não abominava…até gostava…mas tinha que ter um trampolim para chegar ao poder…) enquanto oposição, e isso só pode ser visto mediante o prisma de que o PS rejeita hoje a sua herança de esquerda, para poder prosseguir com a sua face meramente de cariz governativo, sem ideologia definida.
Falo nisto, porque é nestas questões, e na educação, e na saúde, e no emprego (e no desemprego), e na justiça, etc., que reside o fundamental do debate que há fazer nas esquerdas portuguesas. Entretanto, o PS continua a falar sozinho, num recorrente caminho de continuação de políticas de direita, como foi agora perfeitamente visível aquando da aprovação do novo Código do Trabalho. Só o mais cego dos apoiantes de Sócrates pode afirmar que aquilo é um estiramento à esquerda… Mas é a conjuntura, dizem-nos… A conjuntura tem servido um pouco para tudo. Aliás, o mais engraçado de registar ultimamente tem sido o esforço de Sócrates (para além do esforço suplementar em aparecer TODOS os dias na televisão…) em afirmar que tudo o que de bom se passa em Portugal, é de única e exclusiva responsabilidade do governo PS, e tudo o que se passa de mau é um fado que vem do exterior por via da péssima conjuntura económica. Ora, para quem quiser, obviamente, meia palavra basta…
É claro que o PS de Sócrates, e o seu séquito de militantes mais apoiados ao braço direito da cadeira, do que ao esquerdo, não deseja, abomina, até, uma convergência à esquerda. Porque sabe que esse caminho é mais difícil e requer uma abertura que um PS agarrado à cadeira do poder rejeita liminarmente. É mais fácil seguir o caminho do poder pelo poder, para dar tachos aos sequiosos, que percorrer os trilhos de uma convergência verdadeiramente de esquerda que estes novos tempos precisavam e precisam. Por isso as reacções a esta intervenção de Alegre num Fórum de Esquerdas da parte do PS foram tão negativas. Alegre tem o direito e o dever de participar no que bem entende, quando entende, e não como os outros pensam que deve ser: obediência cega ao partido que, por acaso, até está no governo. Alegre tem o direito de se expressar livremente onde bem entende. E não consigo, de todo, compreender, o sururu que causa estas participações de Alegre nestes Fóruns, no PS. Não consigo. Se o PS defende a liberdade tanto como tenta fazer crer, não compreendo esta objecção a militantes do Partido Socialistas em participar noutras coisas que não sejam do PS. Enfim. Adiante.
Pedro Silva Pereira também, como diz a vozinha que sussurra dentro do PS e na cabeça dos seus militantes, veio a terreiro dizer que não entende a existência estes Fóruns. Pudera. Ninguém precisa que ele explique porquê. Seja como for, fica-se ciente da distância que separa diferentes sensibilidades de esquerdas ao PS. Essa distância vai, certamente, aumentar. Não por meu desejo pessoal, que gostava de ver o PS a discutir as opções, à esquerda, de um planeta sustentável para o novo milénio. Mas por via deste autismo atávico e cavaquista que tomou conta do PS, que sabe tudo e não precisa dos outros para nada. E viva a maioria absoluta…
O PS faz no governo tudo aquilo que “abominava” (abominava entre parêntesis porque sabe-se, hoje, que verdadeiramente não abominava…até gostava…mas tinha que ter um trampolim para chegar ao poder…) enquanto oposição, e isso só pode ser visto mediante o prisma de que o PS rejeita hoje a sua herança de esquerda, para poder prosseguir com a sua face meramente de cariz governativo, sem ideologia definida.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Democracias

Manuela Ferreira Leite é uma aberração política. Não tenho problema algum em dizê-lo. Tal como ela não tem problema algum em dizer que a democracia, para ela, é um regabofe, algo que deve ser usado conforme as instruções de quem está no poder.
A cultura democrática desta mocinha ficou bem expressa hoje, nas declarações que proferiu. Alías, ela já nos tinha demonstrado todo o seu repúdio pelo conceito de democracia aquando da sua passagem pelos Governos de Cavaco e de Durão. No próprio PSD deve ter havido muita gente que ficou muito contente com estas declarações...
Porém, o problema, para mim, é ainda mais profundo. Vivemos, hoje, numa democracia de faz-de-conta. Nós, os eleitores, a populaça, só interessamos nos dias que precedem os actos eleitorais. Durante esses dias, há políticos que se desenrolam febrilmente em múltiplas promessas de bem-estar para toda a gente, que vai haver mais isto, aquilo e aqueloutro para toda a gente! O problema é que, depois, não muito tempo depois, mandam tudo à urtigas com grande velocidade, fazem umas reformas que no entendimento deles, quanto mais gente têm contra, melhores são, e fazem-nas contra tudo e contra todos, defecando lá do alto para a tal democracia, ou processo democrático, que utilizaram para chegar ao púlpito do poder. Durante o período de tomada de decisões, já os eleitores se devem manter caladinhos o tempo suficiente para que os eleitos iluminados façam aquilo para o qual Deus os mandatou: ter razão em tudo. Ou seja, com isto quero dizer que Manuela Ferreira Leite apenas disse o que todos pensam no PS e no PSD. Porque é que raio nos vêm chatear (professores, mineiros, funcionários públicos, etc., etc., etc.) por causa das preciosas e iluminadas reformas que estamos a levar a cabo, perguntarão Sócrates e os seus acólitos sobre a malta que os anda a chatear nas ruas. De facto, isto que Manuela Ferreira Leite afirmou hoje, já deve ter passado pela cabeça de Sócrates e de figuras sinistras como Maria de Lourdes Rodrigues. Senão, vejamos: nunca a classe dos professores esteve tão unida em torno de uma idéia como hoje. Claro, a ministra é que tem razão. A outra centena de milhar é um lamentável display do que a democracia é, ou deveria ser: uma discussão constante entre os Governos e as forças vivas das populações na busca de mais e melhores soluções para os problemas dos país.
Manuela Ferreira Leite não se pode esconder atrás do manto de que o que disse continha ironia. Hoje, essa etiqueta serve para alguns políticos se livrarem de muitas enormidades que dizem. Mas, também, não batam muito na senhora. Ela apenas abriu o coração e foi sincera com as portuguesas e os portugueses. Abriu a alma e disse o que lá vai dentro...parte do que lá vai dentro... Agora, a culpa é de quem diz estas coisas ou de quem vota nestas pessoas depois de elas dizerem o que dizem?... Bicudo...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
"Nacionalizações"
Aquilo que já se sabia, confirma-se a si próprio conforme os dias vão passando. Este política de intervenções estatais (recuso-me a utilizar a designação de "nacionalizações") não tem nada a ver com nacionalizações de sectores estratégicos (como nunca deveriam ter sido privatizados os sectores energéticos, saúde, entre outros, e como vão ser as universidades, a água, etc.), mas sim com uma ajudinha do governo "socialista" aos bancos mais apertados para depois os devolverem à mão privada, quando eles estiverem outra vez saudáveis e a dar lucros fabulosos. Isto tudo, claro está, com o nosso dinheirinho, o mesmo que não há para melhorar a saúde, para o funcionamento das universidades, etc. Ou seja, o governo "socialista" pega nos bancos debilitados pela gerência fraudulenta dos engravatados do costume, dá-lhes uma valente injecção de capital (NOSSO), niguém vai preso por má gestão dos dinheiros dos outros (se calhar ainda compraram mais umas vivendazitas e uns carritos mal enchouriçados), e, depois desta receita, devolve-se aos senhores engravatados para estes voltarem à carga. Enfim, estórias para um dia a História contar.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Uma medida positiva!
Como quase nunca as boas medidas implementadas pelo Governo(por este ou por qualquer outro) são noticias muito destacadas, aqui vai uma medida positiva: O executivo aumentou em 25 por cento os valores dos abonos de familia para os agregados familiares com menores rendimentos( abonos do 1º e 2º escalão de rendimentos). Este aumento entrou em vigor no principio deste mês e beneficia cerca de 900 mil familias.sábado, 28 de junho de 2008
Acordo de concertação social

Na passada Quarta - Feira foi finalmente assinado o acordo de concertação social sobre as alterações ao Código de Trabalho entre o Governo e os parceiros sociais (CAP, CIP, CTP, CCP e UGT).
Existiram alterações à proposta inicial do Governo. De salientar o abandono da cláusula dos despedimentos por inadaptação , o aumento das acções de inspecção, nomeadamente no que se refere aos recibos verdes e o aumento das sanções a aplicar nos casos de violação às leis.
Como já tinha referido anteriormente, estas alterações ao Código Laboral vão no bom sentido. Combatem a precariedade do emprego e estimulam a contratação a termo definitivo.
Infelizmente, a GGTP demonstrou mais uma vez que é uma correia de transmissão do PCP, ao não assinar o acordo. Os partidos à esquerda do Partido Socialista, nomeadamente os comunistas e o Bloco de Esquerda continuam na critica destrutiva. Não é suposto estes defenderem quem trabalha? Que custa reconhecer que estas alterações vão beneficiar muitos trabalhadores? Porventura, para estes atacar o Governo e o PS ( seu desporto favorito) é mais importante que qualquer outra coisa. Sinceramente tenho pena que a esquerda não socialista esteja constantemente a atacar o PS e tudo o que este põe em prática. Por vezes até atacam mais ferozmente os socialistas que a direita.
Mais uma vez provou-se que não é com as greves, manifestações e protestos constantes que se atinge algo positivo para os trabalhadores. Só o diálogo e a negociação com os parceiros sociais é que se consegue atingir algo que é fundamental para qualquer economia desenvolvida - a Paz Social. Só com esta poderemos ter empresas mais produtivas e eficientes, trabalhadores mais motivados e melhor remunerados, que são condições fundamentais para o crescimento e desenvolvimento de qualquer pais. Parabéns portanto ao Governo e aos parceiros sociais (com cedências de ambas as partes, como é saudável em qualquer negociação) pelo bom senso demonstrado.O acordo a que chegaram é inegavelmente positivo para os trabalhadores e para as empresas e, consequentemente, para o pais.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Quer PS com D ou sem D?
Como não poderia deixar de ser, PS e PSD concordam no essencial. Neste particular, de destruir a já martirizada classe média nacional, também ambos os partidos não se afastam um do outro. Desta feita, foi o PSD que elogiou o Governo PS por terem apenas feito apenas alterações cirúrgicas no filho parido por Bagão Félix, esse execrável Código do Trabalho.
O PS, aquando na oposição (e isto é importante ressalvar porque, como é hábito, PS e PSD dizem uma coisa quando na oposição, e outra completamente diferente quando no Governo), disse raios e coriscos do Código de Trabalho de Bagão e que o deixaria cair, ao Código, assim que fosse Governo. Mas quando lá chegou, Sócrates deve-se ter visto pressionado pelo patronato, e lá assobiou para o lado, fazendo agora apenas umas alterações pontuais ao documento.
Muito francamente, nada disto já me espanta. PS e PSD convergem na mentira e convergem na ideologia. Já não há espaço entre ambos. Um espaço que veio a diminuir constantemente e que, certamente, os patrões, poderosos e donos de lobbies em Portugal devem adorar observar. Quem começa a desconfiar é a tal classe média (de que Manuela Ferreira Leite, depois de ter começado a destruir, se arroga de defensora...), que vai à varanda, olha o panorama, e observa que tudo se deteriora rapidamente em seu redor.
A precariedade no trabalho promete aumentar, assim como os lucros das grande empresas e multinacionais. Os governos dos países ocidentais, estão de parabéns. Quem não está de parabéns, e vê as suas condições de vida a regredirem diariamente, é a malta da "Geração 500€". E vê-se manietado pelo patrão, que agora pode despedir porque sim. E assim é que está certo, dizem eles, em nome da competitividade!
Um agredecimento a Vieira da Silva, José Sócrates e Bagão Félix. Estamos todos muito felizes.
O PS, aquando na oposição (e isto é importante ressalvar porque, como é hábito, PS e PSD dizem uma coisa quando na oposição, e outra completamente diferente quando no Governo), disse raios e coriscos do Código de Trabalho de Bagão e que o deixaria cair, ao Código, assim que fosse Governo. Mas quando lá chegou, Sócrates deve-se ter visto pressionado pelo patronato, e lá assobiou para o lado, fazendo agora apenas umas alterações pontuais ao documento.
Muito francamente, nada disto já me espanta. PS e PSD convergem na mentira e convergem na ideologia. Já não há espaço entre ambos. Um espaço que veio a diminuir constantemente e que, certamente, os patrões, poderosos e donos de lobbies em Portugal devem adorar observar. Quem começa a desconfiar é a tal classe média (de que Manuela Ferreira Leite, depois de ter começado a destruir, se arroga de defensora...), que vai à varanda, olha o panorama, e observa que tudo se deteriora rapidamente em seu redor.
A precariedade no trabalho promete aumentar, assim como os lucros das grande empresas e multinacionais. Os governos dos países ocidentais, estão de parabéns. Quem não está de parabéns, e vê as suas condições de vida a regredirem diariamente, é a malta da "Geração 500€". E vê-se manietado pelo patrão, que agora pode despedir porque sim. E assim é que está certo, dizem eles, em nome da competitividade!
Um agredecimento a Vieira da Silva, José Sócrates e Bagão Félix. Estamos todos muito felizes.
Despotismo (pouco) esclarecido

Jaime Silva, na linha do que já sai naturalmente a todos os membros deste Governo, está com a arrogância a todo o vapor! Diz o rapaz que os membros da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) têm, imagine-se, ligações a partidos políticos e tendências políticas. Pasme-se! Nunca pensei... Mas pensava, e penso, isso sim, que após o 25 de Abril de 1974 todos e todas eram livres de pensar o que queriam e de se filiarem onde entendiam (o caso PNR fica para outras análises). Afinal, creio que estou enganado... Aliás, os Governos nacionais não têm lobbies para satisfazer e não servem de trampolim para outros vôos, nomeadamente nos privados... Não... Só os outros é que não podem ter tendências políticas... Nas últimas concertações sociais, é ver a UGT, essa entidade INDEPENDENTÍSSIMA (em cujos os corredores, segundo ouvi de fonte bastante credível, não se pode falar mal de Sócrates e do seu Governo, sob pena de estarem sujeitos a autos-de-fé...), a fazer acordos com o Governo PS... As pessoas podiam ter um pouco mais de recato e pensarem no que dizem duas, três, quatro vezes, as que fossem necessárias, antes de dizer coisas óbvias; é claro que estas organizações têm tendências. E o Governo Sócrates? E os lobbies que povoam os arredores deste? Claro que não! São independentes e incorrompíveis! É pena que a característica maior deste Governo seja o seu despotismo (des)iluminado; não fala com ninguém, não quer ouvir ninguém, só ele está certo do rumo do país, e todos os outros estão redondamente enganados. Talvez fosse bom lembrar a Sócrates e ao seu séquito os valores da Revolução Francesa e obrigá-lo a ler Rousseau, Diderot, Verney, Voltaire, entre outros. É que o despotismo esclarecido estava enterrado. E alguns querem desenterrá-lo quanto antes...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
(Des)igualdades





Hoje, Mário Soares veio a público dizer o óbvio; este governo, no seu verdadeiro âmago, não é o governo TÃO socialista como Sócrates, em campanha, nos queria vender. O governo PS, liderado por Sócrates (mas PS, apesar de tudo...), tem governado segundo as linhas programáticas deixadas pelo PSD de Barroso e Santana Lopes, sem olhar a meios para atingir o défice zero. Ou seja, contra todas as premissas que Sócrates (que se tinha, por mais de uma vez, pronunciado contra a "obsessão pelo défice") tinha deixado no parlamento, aquando a propalada coligação no governo. Bastou uns meses a Sócrates para esquecer o que tinha gritado e berrado no parlamento contra o governo PSD/CDS-PP, para pôr o mesmo em prática assim que chegou à cadeira do poder. Hoje mesmo, Sócrates, por causa do aumento exorbitante dos combustíveis, chamou "facilitistas, demagogos e oportunistas", cito, aos portugueses que gostavam de ver baixado o imposto sobre os produtos petrolíferos. Não foi só à oposição que Sócrates chamou isto; foi a todos os portugueses (já que todos, ou quase todos, partilham desta posição). Que fique claro.
Neste particular, o dos combustíveis, há que entender os lucros exorbitantes que a Galp teve no primeiro (APENAS!!!!) trimestre deste ano. O Governo devia ir tirar é a eles, não a nós. Quando um amigo, na minha puberdade, meu não tinha berlindes ou caricas para brincar, eu emprestava-lhe os meus. Ou alguém o fazia. De certeza. Ninguém ficava era sem brincar. Mas a via mais fácil, já que o português é dócil e mansinho, é roubar-nos a todos. Os preços dos combustíveis que Guterres, e bem, dizia que não podiam ser liberalizados, pois teriam custos claros para os consumidores, estão agora em alta. Como Barroso, Santana e...Sócrates queriam e querem. E acrescento Sócrates porque ele deixou isso bem vincado, hoje. E seguiu a política de direita.
Sócrates apresentou, outra vez..., tal como Durão e Santana tinham apresentado, a conjuntura internacional como causa principal. Mas esquecem que os organismos que superintendem esta globalização e bagunçada, digo eu, selvática se borrifaram para o facto dos mercados globais serem profundamente desiguais. Ou seja; mercado igual sim, pessoas iguais, não. Conseguimos, esta geração, o que nem a própria Natureza tinha conseguido: diferenciar-nos através da intangibilidade!
O estudo liderado por Bruto da Costa lançado à comunicação social na passada sexta-feira, não podia ser mais claro e evidente: em Portugal, a distância que vai dos pobres aos ricos é maior que há na União Europeia. "Melhor" ainda; é maior ainda que nos Estados Unidos da América, país charneira, dizem alguns, na democracia mundial. Portugal consegue essa proeza inolvidável. Os governos PS e PSD estão de parabéns! De um país pobre e sem recursos, fizeram um país ainda pior. E Sócrates promete voltar ao ataque... Pinho, levado por uma súbita perda de voz, hoje, não quis comentar os...comentários de Mário Soares. Não é de espantar. Pinho é um liberalista económico convicto. Senão, como poderia estar no Governo? Não iriam pôr em tal cadeira, sobretudo o PS, um keynesianista... Não. Manuel Pinho sente-se como peixe na água: um Governo que governa segundo regras estrictamente mercantilistas e sem olhar à verdadeira situação de um povo verdadeiramente asfixiado. Esse povinho merece é ser esmagado e confrontado com as regras de mercado; ou seja, muito para uns, os que detêm o capital gerador de (des)emprego, pouco para outros, os que têm que trabalhar segundo as regras que estes últimos impôem. Contudo, portugueses, pior é possível. Ao taparem os olhos, os nossos estimados governantes prometem mais do mesmo para o futuro; pior. Se Sócrates achava que os Governos PSD/CDS-PP tinham tapado os olhos aos anseios do povo, eis que o próprio Sócrates acha que consegue fazer...pior! Tudo isto com o aval do Partido. E sobretudo tudo isto com o aval do Ministro da Economia...e o Ministro das Finanças...e o Governador do Banco de Portugal! Anseiem, portugueses!! Não é só um a lixar-nos! São QUATRO! personalidades, pelo menos! Sócrates, que acha que tudo isto é para o nosso bem; Pinho, que não pode fazer outra coisa senão rezar dois ou três pais nossos ao mercado por cada dia que se levanta da cama; Teixeira dos Santos, que acha que todos os problemas do nosso país passam pelo défice zero (coisa que Sócrates não achava, quando na oposição); e, por último, Constâncio, "socialista", que acha que o português médio deve levar uns açoites por tentar ter uma vida condigna.
Mas há mais...
O governo PS promete voltar ao ataque, desde já, através do Código Laboral, onde promete mais e melhores despedimentos para todos. E menos, e pior, Segurança Social. Quem pensava que o paraíso, para os crentes, estava ao virar da esquina para quem ia a Fátima pelo menos uma vez por ano, desengane-se. O paraíso está...mesmo mesmo mesmo aí a chegar! Sócrates promete-nos que com o Simplex e a Flexisegurex e o despidementex fácilex é possível lá chegar através da via terrena! Não é preciso ir à Igreja! É preciso, somente, ser-se crente nestas políticas viciadas pelo grande capital para lá chegarmos!
Mas, perguntemo-nos; Sócrates é Deus? Claro que não... Esperemos que não!!!!! Sócrates é apenas, e somente, o reflexo de uma sociedade podre. Uma sociedade que vem de há muitos séculos atrás. Uma sociedade que se preocupa com o dinheiro, em vez de com...as pessoas.
Mas Mário Soares diz mais, no artigo ao Diário de Notícias. Diz que o se o PS não se preocupar em reflectir sobre as questões da pobreza, do desemprego e do descontentamento, o PCP e o BE poderão continuar a subir. Ou seja, as preocupações de Mário Soares, por muito bem intencionadas que sejam, não se cingem ao que o português sente; também abordam as próximas eleições legislativas. Não são totalmente inocentes, se me faço compreender...
Nesta conjuntura, afigura-se também falar da ex-ministra das Finanças, candidata à liderança do PSD, Manuela Ferreira Leite. Esta descobriu, só agora, que Portugal se debate com problemas sociais... Era tão bom que ela se tivesse apercebido disso antes... Mas não! Deve ser futurologista, já que guardou isso para agora, que se candidata à liderança do PSD! Descobriu que, para além do défice há...vidas. Pessoas. Gente. Seres Humanos. E que se deve atender às necessidades destas para melhorar o desempenho do país. Mas estou a ir longe demais... Bem sei... O que esta gente pensa, com os seus estômagos e as suas carteiras cheias, é extorquir o máximo a quem já mais não pode, e o mínimo a quem ainda pode. E muito.
Com estudos a saírem para a rua, com o aumento do custo de vida, os portugueses questionam-se sobre quando tudo isto irá rebentar. Direi eu, pela lógica, que em não muito tempo (sendo o tempo uma variável muito relativa). Mas é preciso que as pessoas ganhem uma verdadeira consciência de quanto valem para a economia de um país. De que se consciencializem que não há economia sem todos e todas. De que os detentores do capital valem tanto quanto nós sem força de trabalho, sem quem lhes transforme os Euros em milhares de Euros. Ou milhões. Mas que isso tem de ser para todos e todas.
As dificuldades (se as houver) tem que ser partilhadas. Parem de esmagar sempre os mesmos...
Neste particular, o dos combustíveis, há que entender os lucros exorbitantes que a Galp teve no primeiro (APENAS!!!!) trimestre deste ano. O Governo devia ir tirar é a eles, não a nós. Quando um amigo, na minha puberdade, meu não tinha berlindes ou caricas para brincar, eu emprestava-lhe os meus. Ou alguém o fazia. De certeza. Ninguém ficava era sem brincar. Mas a via mais fácil, já que o português é dócil e mansinho, é roubar-nos a todos. Os preços dos combustíveis que Guterres, e bem, dizia que não podiam ser liberalizados, pois teriam custos claros para os consumidores, estão agora em alta. Como Barroso, Santana e...Sócrates queriam e querem. E acrescento Sócrates porque ele deixou isso bem vincado, hoje. E seguiu a política de direita.
Sócrates apresentou, outra vez..., tal como Durão e Santana tinham apresentado, a conjuntura internacional como causa principal. Mas esquecem que os organismos que superintendem esta globalização e bagunçada, digo eu, selvática se borrifaram para o facto dos mercados globais serem profundamente desiguais. Ou seja; mercado igual sim, pessoas iguais, não. Conseguimos, esta geração, o que nem a própria Natureza tinha conseguido: diferenciar-nos através da intangibilidade!
O estudo liderado por Bruto da Costa lançado à comunicação social na passada sexta-feira, não podia ser mais claro e evidente: em Portugal, a distância que vai dos pobres aos ricos é maior que há na União Europeia. "Melhor" ainda; é maior ainda que nos Estados Unidos da América, país charneira, dizem alguns, na democracia mundial. Portugal consegue essa proeza inolvidável. Os governos PS e PSD estão de parabéns! De um país pobre e sem recursos, fizeram um país ainda pior. E Sócrates promete voltar ao ataque... Pinho, levado por uma súbita perda de voz, hoje, não quis comentar os...comentários de Mário Soares. Não é de espantar. Pinho é um liberalista económico convicto. Senão, como poderia estar no Governo? Não iriam pôr em tal cadeira, sobretudo o PS, um keynesianista... Não. Manuel Pinho sente-se como peixe na água: um Governo que governa segundo regras estrictamente mercantilistas e sem olhar à verdadeira situação de um povo verdadeiramente asfixiado. Esse povinho merece é ser esmagado e confrontado com as regras de mercado; ou seja, muito para uns, os que detêm o capital gerador de (des)emprego, pouco para outros, os que têm que trabalhar segundo as regras que estes últimos impôem. Contudo, portugueses, pior é possível. Ao taparem os olhos, os nossos estimados governantes prometem mais do mesmo para o futuro; pior. Se Sócrates achava que os Governos PSD/CDS-PP tinham tapado os olhos aos anseios do povo, eis que o próprio Sócrates acha que consegue fazer...pior! Tudo isto com o aval do Partido. E sobretudo tudo isto com o aval do Ministro da Economia...e o Ministro das Finanças...e o Governador do Banco de Portugal! Anseiem, portugueses!! Não é só um a lixar-nos! São QUATRO! personalidades, pelo menos! Sócrates, que acha que tudo isto é para o nosso bem; Pinho, que não pode fazer outra coisa senão rezar dois ou três pais nossos ao mercado por cada dia que se levanta da cama; Teixeira dos Santos, que acha que todos os problemas do nosso país passam pelo défice zero (coisa que Sócrates não achava, quando na oposição); e, por último, Constâncio, "socialista", que acha que o português médio deve levar uns açoites por tentar ter uma vida condigna.
Mas há mais...
O governo PS promete voltar ao ataque, desde já, através do Código Laboral, onde promete mais e melhores despedimentos para todos. E menos, e pior, Segurança Social. Quem pensava que o paraíso, para os crentes, estava ao virar da esquina para quem ia a Fátima pelo menos uma vez por ano, desengane-se. O paraíso está...mesmo mesmo mesmo aí a chegar! Sócrates promete-nos que com o Simplex e a Flexisegurex e o despidementex fácilex é possível lá chegar através da via terrena! Não é preciso ir à Igreja! É preciso, somente, ser-se crente nestas políticas viciadas pelo grande capital para lá chegarmos!
Mas, perguntemo-nos; Sócrates é Deus? Claro que não... Esperemos que não!!!!! Sócrates é apenas, e somente, o reflexo de uma sociedade podre. Uma sociedade que vem de há muitos séculos atrás. Uma sociedade que se preocupa com o dinheiro, em vez de com...as pessoas.
Mas Mário Soares diz mais, no artigo ao Diário de Notícias. Diz que o se o PS não se preocupar em reflectir sobre as questões da pobreza, do desemprego e do descontentamento, o PCP e o BE poderão continuar a subir. Ou seja, as preocupações de Mário Soares, por muito bem intencionadas que sejam, não se cingem ao que o português sente; também abordam as próximas eleições legislativas. Não são totalmente inocentes, se me faço compreender...
Nesta conjuntura, afigura-se também falar da ex-ministra das Finanças, candidata à liderança do PSD, Manuela Ferreira Leite. Esta descobriu, só agora, que Portugal se debate com problemas sociais... Era tão bom que ela se tivesse apercebido disso antes... Mas não! Deve ser futurologista, já que guardou isso para agora, que se candidata à liderança do PSD! Descobriu que, para além do défice há...vidas. Pessoas. Gente. Seres Humanos. E que se deve atender às necessidades destas para melhorar o desempenho do país. Mas estou a ir longe demais... Bem sei... O que esta gente pensa, com os seus estômagos e as suas carteiras cheias, é extorquir o máximo a quem já mais não pode, e o mínimo a quem ainda pode. E muito.
Com estudos a saírem para a rua, com o aumento do custo de vida, os portugueses questionam-se sobre quando tudo isto irá rebentar. Direi eu, pela lógica, que em não muito tempo (sendo o tempo uma variável muito relativa). Mas é preciso que as pessoas ganhem uma verdadeira consciência de quanto valem para a economia de um país. De que se consciencializem que não há economia sem todos e todas. De que os detentores do capital valem tanto quanto nós sem força de trabalho, sem quem lhes transforme os Euros em milhares de Euros. Ou milhões. Mas que isso tem de ser para todos e todas.
As dificuldades (se as houver) tem que ser partilhadas. Parem de esmagar sempre os mesmos...
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