Eis o grande PS de esquerda, como alguns querem fazer crer! O PS, com a conivência dos partidos de direita, que se abstiveram por nojo, e os votos dos partidos de esquerda contra, aprovou o código de trabalho que queria que contivesse a norma de um período experimental de 180 dias, mas que "apenas" é de 90. Claro, os patrões até vão jantar fora para festejar o facto... Os desgraçados dos trabalhadores, esses, vêem a sua vida agravada, passando a estar ao dispôr dos magnatas para o que der e vier, por 90 dias. Ao fim desse período, porta fora com eles, que podemos pôr cá outros otários... É este o PS de esquerda que o próprio PS preconiza? Que esquerda é esta? A esquerda do patronato? A esquerda que reduz os direitos e nos torna carne para canhão dos empresários? A vergonha segue e seguirá dentro de momentos, com o PS a demonstrar que está mais à direita que nunca. E não venham acenar com o casamento entre casais do mesmo sexo. Medida de esquerda, social, certíssimo, mas curta para justificar que o PS seja, de facto, um partido de esquerda. Quem se quer enganar, que se engane. Quem quiser fechar os olhos e julgar que este é o PS que alguns construíram no passado, feche. Eu não. A direita, hoje, ganhou. Os trabalhadores perderam. Somos todos experimentáveis. Cada vez mais.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Manuel Alegre, o PS, e a esquerda
Manuel Alegre, como se sabe, participou este fim-de-semana em novo Fórum alargado de esquerdas, tal como já o tinha feito há algum tempo, na Trindade. Manuel Alegre mostrou, assim, que o caminho da esquerda, tal como eu já o sabia, não é uma coisa acabada, fechada para balanço. É, antes, um caminho novo que se pode e deve percorrer, numa conjuntura em que o Capitalismo dá sinais de fraqueza e que deve servir para uma reflexão séria, à esquerda. Aliás, tal como hoje, nem mais, os militantes mais à esquerda no PS pediram uma maior abertura de José Sócrates para um debate sério aos problemas actuais, pedem os partidos à esquerda do PS que este desça do pedestal onde se instalou, por via da maioria absoluta que teve nas últimas eleições, e debata a conjuntura internacional/nacional e as soluções à esquerda que possam melhorar a vida das pessoas, e promover a igualdade. Tanto quanto se sabe, a igualdade parece, hoje, definitivamente arredada das políticas do PS; 18% da população portuguesa vive com 379€ por mês, manifestamente pouco, ao passo que 20% da população com maiores rendimentos, ganha 6,5 vezes mais que os 20% de população com menos rendimentos. Como diria Guterres, é fazer as contas. E fazer as contas para perceber que pouco, ou nada, foi feito para reduzir esta catástrofe. Isto, em 2007. Comparando com 2006, as diferenças são praticamente desprezáveis.
Falo nisto, porque é nestas questões, e na educação, e na saúde, e no emprego (e no desemprego), e na justiça, etc., que reside o fundamental do debate que há fazer nas esquerdas portuguesas. Entretanto, o PS continua a falar sozinho, num recorrente caminho de continuação de políticas de direita, como foi agora perfeitamente visível aquando da aprovação do novo Código do Trabalho. Só o mais cego dos apoiantes de Sócrates pode afirmar que aquilo é um estiramento à esquerda… Mas é a conjuntura, dizem-nos… A conjuntura tem servido um pouco para tudo. Aliás, o mais engraçado de registar ultimamente tem sido o esforço de Sócrates (para além do esforço suplementar em aparecer TODOS os dias na televisão…) em afirmar que tudo o que de bom se passa em Portugal, é de única e exclusiva responsabilidade do governo PS, e tudo o que se passa de mau é um fado que vem do exterior por via da péssima conjuntura económica. Ora, para quem quiser, obviamente, meia palavra basta…
É claro que o PS de Sócrates, e o seu séquito de militantes mais apoiados ao braço direito da cadeira, do que ao esquerdo, não deseja, abomina, até, uma convergência à esquerda. Porque sabe que esse caminho é mais difícil e requer uma abertura que um PS agarrado à cadeira do poder rejeita liminarmente. É mais fácil seguir o caminho do poder pelo poder, para dar tachos aos sequiosos, que percorrer os trilhos de uma convergência verdadeiramente de esquerda que estes novos tempos precisavam e precisam. Por isso as reacções a esta intervenção de Alegre num Fórum de Esquerdas da parte do PS foram tão negativas. Alegre tem o direito e o dever de participar no que bem entende, quando entende, e não como os outros pensam que deve ser: obediência cega ao partido que, por acaso, até está no governo. Alegre tem o direito de se expressar livremente onde bem entende. E não consigo, de todo, compreender, o sururu que causa estas participações de Alegre nestes Fóruns, no PS. Não consigo. Se o PS defende a liberdade tanto como tenta fazer crer, não compreendo esta objecção a militantes do Partido Socialistas em participar noutras coisas que não sejam do PS. Enfim. Adiante.
Pedro Silva Pereira também, como diz a vozinha que sussurra dentro do PS e na cabeça dos seus militantes, veio a terreiro dizer que não entende a existência estes Fóruns. Pudera. Ninguém precisa que ele explique porquê. Seja como for, fica-se ciente da distância que separa diferentes sensibilidades de esquerdas ao PS. Essa distância vai, certamente, aumentar. Não por meu desejo pessoal, que gostava de ver o PS a discutir as opções, à esquerda, de um planeta sustentável para o novo milénio. Mas por via deste autismo atávico e cavaquista que tomou conta do PS, que sabe tudo e não precisa dos outros para nada. E viva a maioria absoluta…
O PS faz no governo tudo aquilo que “abominava” (abominava entre parêntesis porque sabe-se, hoje, que verdadeiramente não abominava…até gostava…mas tinha que ter um trampolim para chegar ao poder…) enquanto oposição, e isso só pode ser visto mediante o prisma de que o PS rejeita hoje a sua herança de esquerda, para poder prosseguir com a sua face meramente de cariz governativo, sem ideologia definida.
Falo nisto, porque é nestas questões, e na educação, e na saúde, e no emprego (e no desemprego), e na justiça, etc., que reside o fundamental do debate que há fazer nas esquerdas portuguesas. Entretanto, o PS continua a falar sozinho, num recorrente caminho de continuação de políticas de direita, como foi agora perfeitamente visível aquando da aprovação do novo Código do Trabalho. Só o mais cego dos apoiantes de Sócrates pode afirmar que aquilo é um estiramento à esquerda… Mas é a conjuntura, dizem-nos… A conjuntura tem servido um pouco para tudo. Aliás, o mais engraçado de registar ultimamente tem sido o esforço de Sócrates (para além do esforço suplementar em aparecer TODOS os dias na televisão…) em afirmar que tudo o que de bom se passa em Portugal, é de única e exclusiva responsabilidade do governo PS, e tudo o que se passa de mau é um fado que vem do exterior por via da péssima conjuntura económica. Ora, para quem quiser, obviamente, meia palavra basta…
É claro que o PS de Sócrates, e o seu séquito de militantes mais apoiados ao braço direito da cadeira, do que ao esquerdo, não deseja, abomina, até, uma convergência à esquerda. Porque sabe que esse caminho é mais difícil e requer uma abertura que um PS agarrado à cadeira do poder rejeita liminarmente. É mais fácil seguir o caminho do poder pelo poder, para dar tachos aos sequiosos, que percorrer os trilhos de uma convergência verdadeiramente de esquerda que estes novos tempos precisavam e precisam. Por isso as reacções a esta intervenção de Alegre num Fórum de Esquerdas da parte do PS foram tão negativas. Alegre tem o direito e o dever de participar no que bem entende, quando entende, e não como os outros pensam que deve ser: obediência cega ao partido que, por acaso, até está no governo. Alegre tem o direito de se expressar livremente onde bem entende. E não consigo, de todo, compreender, o sururu que causa estas participações de Alegre nestes Fóruns, no PS. Não consigo. Se o PS defende a liberdade tanto como tenta fazer crer, não compreendo esta objecção a militantes do Partido Socialistas em participar noutras coisas que não sejam do PS. Enfim. Adiante.
Pedro Silva Pereira também, como diz a vozinha que sussurra dentro do PS e na cabeça dos seus militantes, veio a terreiro dizer que não entende a existência estes Fóruns. Pudera. Ninguém precisa que ele explique porquê. Seja como for, fica-se ciente da distância que separa diferentes sensibilidades de esquerdas ao PS. Essa distância vai, certamente, aumentar. Não por meu desejo pessoal, que gostava de ver o PS a discutir as opções, à esquerda, de um planeta sustentável para o novo milénio. Mas por via deste autismo atávico e cavaquista que tomou conta do PS, que sabe tudo e não precisa dos outros para nada. E viva a maioria absoluta…
O PS faz no governo tudo aquilo que “abominava” (abominava entre parêntesis porque sabe-se, hoje, que verdadeiramente não abominava…até gostava…mas tinha que ter um trampolim para chegar ao poder…) enquanto oposição, e isso só pode ser visto mediante o prisma de que o PS rejeita hoje a sua herança de esquerda, para poder prosseguir com a sua face meramente de cariz governativo, sem ideologia definida.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Mais uma que nós não sabíamos...
Creio que esta notícia mostra bem quem é o PSD e que interesses este partido serve. Não me espanta nada o que foi descoberto até agora. Também nada me espanta que o PSD continue a assobiar para o lado. E que o Cavaquinho continue, também, a ignorar a sua escolha pessoal para Conselheiro de Estado. E os dinheiros que recebeu da banca, de empresários e afins, dinheiritos esses que lhe valeram grande parte da eleição para Presidente da República...
Mas, já que estamos nisto, não ilibemos o PS, que tem muita gente sua em muitas empresas de idoneidade variável... Um dia saberemos a verdadeira dimensão da catástrofe que foram anos e anos de governações PS e PSD e quantos se abotoaram à guita e foram para cargos em empresas privados devido às influências que tinham em governos...
Amén...
O Zé e o Bloco

Para mim, a decisão hoje tomada pelo Bloco de Esquerda de retirar a confiança política a este sabujo, só peca por tardia. Devia ter sido logo tomada no dia em que ele anunciou o acordo com o PS.
Não nego que fiz campanha ao lado deste sabujo. Não nego que acreditei piamente no projecto político que o Bloco e o sabujo tinham para Lisboa. Não nego nada, porque nada tenho que negar. Acreditei e desiludi-me, ponto. Mas isso é a história das nossas vidas. Desiludimo-nos com pessoas, aparelhos electrónicos, com partidos, etc.. Gostamos de acreditar e, por vezes, depois, desiludimo-nos. Não tenho medo de me iludir com as coisas. Porque, de facto, somos humanos, temos sentimentos e precisamos de acreditar nas coisas. Outra coisa é um sabujo como este Zé ter o descaramento de tomar as rédeas de uma eleição, garantir que está com o Bloco, e, à primeira oportunidade, dar uma facada pelas costas ao partido que o apoio e que "o elegeu".
Todos sabíamos, logo após a tomada de posição do sabujo em fazer um acordo com o PS, que o seu objectivo era entrar com o PS nas próximas eleições. E a ver vamos... Ficamos à espera...
O Bloco, ou outro qualquer partido, não têm obrigação nenhuma de estar no poder coligado com outros partidos. Cada partido executa o seu próprio programa de governação, e é responsável pelos votos que cada eleitor lhe incumbe. Logo, tem o dever de não defraudar as pessoas e tentar, sempre que possível, a execução do conteúdo do seu programa. Nenhum partido pode ser obrigado a participar na governação de um Munícipio, de uma Freguesia, do Estado, sem ele próprio o desejar, sem ele próprio ter a garantia que o seu conteúdo programático será cumprido. Se for para se lançar ao tacho, aí sim... Anda para aí muitos Zés ansiosos por isso...
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
Manuel Alegre, as esquerdas e o Governo

Escândalo dos escândalos, Manuel Alegre participou num evento organizado pelo Bloco de Esquerda! Que país plural e democrata!
Antes do mais, quero aclarar áqueles que desconhecem, a minha posição sobre Manuel Alegre. Manuel Alegre é um homem que tem lutado pela liberdade das mais variadas formas, literatura e poesia incluída, já que estas também são armas nesse combate. É um histórico e fundador do Partido Socialista. Mas isso não lhe dá razão para fazer o que tem feito, de há uns anos largos a esta parte. Vota favoravelmente, e constantemente, leis e códigos que ele próprio afirma de contrários à sua ideologia, mas vem cá para fora berrar o mal que o Governo nos está a fazer a todos. Refastela-se na sua poltrona na Assembléia, e lá fica, agarradinho que nem uma lapa. Mas não lhe podemos deixar de reconhecer o combate ao fascismo e ao autoritarismo, entre outras qualidades inegáveis, como a sua escrita. Porém, faltar-lhe-á, porventura, a coragem de deixar um partido que ajudou a construir e que agora seguiu um caminho neo-liberal (quase...).
Posto isto, quero afirmar, com toda a clareza, que Manuel Alegre tem todo o direito, como qualquer português, em participar naquilo que bem entende e lhe apetece. A vida política não se restringe ao que é partidário. Vivemos num país livre e podemos dizer o que entendemos, sem que isso ofenda a integridade dos outros, nunca. Que foi, precisamente, o que José Lello fez a Manuel Alegre, pondo-o em causa, não politicamente, mas através de considerações pessoais mesquinhas.
Considero o encontro que decorreu no Teatro da Trindade muito positivo, porque congregou algumas pessoas verdadeiramente de esquerda naquele local, para discutirem caminhos alternativos a um Governo que aproveitou os ventos de Manuela Ferreira Leite e de Bagão Félix, para continuar a mesma toada governativa, sem antes ter deixado promessas veementes de mudança de governação aos portugueses. Entre esta e a hipocrisia de Manuel Alegre, venha o Diabo e escolha.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
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