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quarta-feira, 17 de março de 2010

O quase cadáver

E, assim, o capitalismo arrasta-se pelo chão até à assumpção da sua derrota. A "crise" será paga pelos mesmos do costume, enquanto os outros mesmos do costume alargam as suas posses.
Pagámos a "crise" aos bancos, os bancos nada nos deram nem às pequenas e médias empresas. Agora o Estado exige de volta o dinheiro que deu aos bancos... Mas a quem? PIIIIIIIIII! Resposta errada! A nós, claro. O povinho já com as costas curvadas e dilaceradas de tanta chibatada.
Será que há mesmo vida para além do défice?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Esquecimentos...

As notícias da manhã têm, por vezes, um peso tão grande que nos podem deixar ou com uma felicidade enorme estampada no rosto, ou com com um aspecto sorumbático e rezingão para o resto do dia. Há, ainda, as indiferentes. Ou que nos deixam indiferentes. Mas acordar com esta notícia, é obra... O que se sabe, e se está fartíssimo de saber, é que Sócrates é o simpático adepto de uma via de "socialismo" que não é a terceira, mas, se possível, uma quarta, quinta ou sexta. Uma via que deixa o grande capital de sorriso de orelha a orelha, que deixa os bancos ganharem o que não devem, que rouba ao Estado, ou seja a nós, que aumenta as taxas moderadoras da saúde indexadas a um valor meramente economicista, mas que deixa os bancos engordarem com "esquecimentos" pelos corredores do Ministério... As prioridades deste Governo são óbvias. E tornam-se cada vez mais, a cada dia que passa. Um bem haja aos banqueiros, que nos lixam mensalmente, e ao Governo, que o faz diariamente.
PS - Ainda à guisa desta história do aumento das taxas moderadoras: qualquer Governo verdadeiramente socialista já teria abolido algo que é perfeitamente injusto e injustificável. Com o dinheiro que é mal gasto o que serve para engordar os já anafados, haveria suficiente para o Estado garantir uma saúde gratuita e universal. Ainda para mais indexando o valor de aumento das taxas moderadores através de um indicador economicista e tendencioso. Perfeitamente aberrante. A vergonha segue dentro de momentos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Confusões na minha cabeça



O Banco de Portugal terminou as suas investigações e entendeu que sete gestores do Banco Comercial Português havia cometido faltas graves no exercício das suas funções. (Se fosse um qualquer trabalhador precário, nem precisava cometer faltas graves... Mas como são magnatas de fato e gravata, todos bonitos e perfumados, e sem escrúpulos, puderam enquanto...puderam...) O que mais me intriga é porque é que estes trafulhas e gandins não são acusados penalmente e enfrentam a barra dos tribunais... Se fosse um comum trabalhador, decerto que já lhe tinham colocado os grilhões da justiça e já se tinha juntado um bando de cicários à porta do Tribunal da Boa-Hora para os injuriar. Mas não. Vou continuar a acompanhar a extensão das falcatruas destes energúmenos. E vou continuar a comentar aqui, sempre que possa, desenvolvimentos ao affair. Mas, se alguém houver, por aí, que me possa explicar as inquietações anteriores, por favor faça-o. Não o digo cinicamente, mas humildemente. Não percebo porque estes gandins não enfrentam a justiça. Há algo que os impede? Ou é por não serem pretos, ciganos, romenos, etc.?
Para além disso, soube-se hoje que os desgraçadinhos auferiam qualquer coisa como dez mil euros por dia. Uma verdadeira afronta a quem mal consegue chegar ao fim do mês com dez réis de dinheiro e uma vida digna. É este tipo de pessoas nas sociedades actuais que eu deprezo com todas as minhas forças. A Carta dos Direitos Humanos diz que toda a gente deve ter direito a um salário que garanta uma vida condigna. O que dizer desta monstruosidade? Que eles são tão bons que merecem? Que precisam de sustentar uma vida de ostentação e de ócio? Num momento em que o desemprego continua a aumentar, galopante, e que centenas de empresas acenam com despedimentos em massa, a existência de pessoas deste calibre é verdadeiramente enojante.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Nacionalizações"

Aquilo que já se sabia, confirma-se a si próprio conforme os dias vão passando. Este política de intervenções estatais (recuso-me a utilizar a designação de "nacionalizações") não tem nada a ver com nacionalizações de sectores estratégicos (como nunca deveriam ter sido privatizados os sectores energéticos, saúde, entre outros, e como vão ser as universidades, a água, etc.), mas sim com uma ajudinha do governo "socialista" aos bancos mais apertados para depois os devolverem à mão privada, quando eles estiverem outra vez saudáveis e a dar lucros fabulosos. Isto tudo, claro está, com o nosso dinheirinho, o mesmo que não há para melhorar a saúde, para o funcionamento das universidades, etc. Ou seja, o governo "socialista" pega nos bancos debilitados pela gerência fraudulenta dos engravatados do costume, dá-lhes uma valente injecção de capital (NOSSO), niguém vai preso por má gestão dos dinheiros dos outros (se calhar ainda compraram mais umas vivendazitas e uns carritos mal enchouriçados), e, depois desta receita, devolve-se aos senhores engravatados para estes voltarem à carga. Enfim, estórias para um dia a História contar.