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quarta-feira, 17 de março de 2010

O quase cadáver

E, assim, o capitalismo arrasta-se pelo chão até à assumpção da sua derrota. A "crise" será paga pelos mesmos do costume, enquanto os outros mesmos do costume alargam as suas posses.
Pagámos a "crise" aos bancos, os bancos nada nos deram nem às pequenas e médias empresas. Agora o Estado exige de volta o dinheiro que deu aos bancos... Mas a quem? PIIIIIIIIII! Resposta errada! A nós, claro. O povinho já com as costas curvadas e dilaceradas de tanta chibatada.
Será que há mesmo vida para além do défice?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Nacionalizações"

Aquilo que já se sabia, confirma-se a si próprio conforme os dias vão passando. Este política de intervenções estatais (recuso-me a utilizar a designação de "nacionalizações") não tem nada a ver com nacionalizações de sectores estratégicos (como nunca deveriam ter sido privatizados os sectores energéticos, saúde, entre outros, e como vão ser as universidades, a água, etc.), mas sim com uma ajudinha do governo "socialista" aos bancos mais apertados para depois os devolverem à mão privada, quando eles estiverem outra vez saudáveis e a dar lucros fabulosos. Isto tudo, claro está, com o nosso dinheirinho, o mesmo que não há para melhorar a saúde, para o funcionamento das universidades, etc. Ou seja, o governo "socialista" pega nos bancos debilitados pela gerência fraudulenta dos engravatados do costume, dá-lhes uma valente injecção de capital (NOSSO), niguém vai preso por má gestão dos dinheiros dos outros (se calhar ainda compraram mais umas vivendazitas e uns carritos mal enchouriçados), e, depois desta receita, devolve-se aos senhores engravatados para estes voltarem à carga. Enfim, estórias para um dia a História contar.

domingo, 16 de março de 2008

Pobre banca...


Há dias atrás, o Banco de Portugal, através da sua figura de proa, o Presidente Vítor Constâncio, anunciou aos já fustigados e asfixiados portugueses que os Bancos poderão ter que aumentar os “spreads” dos empréstimos bancários como resposta à falta de liquidez dos mercados monetários. Estes avisos à navegação aconteceram no fórum com o sugestivo título de Fórum sobre Banca e Mercados de Capitais.
Fernando Ulrich (BPI), pobre como as casas (e o “seu” banco também), disse que o custo desta última crise nos mercados “está inteiramente a ser suportada pelos bancos”. Carlos Santos Ferreira (BCP) falou em aumentos dos custos dos créditos. Ricardo Salgado (BES) alertou para o facto do primeiro trimestre de 2008 ser mais difícil para a banca (aguardam-se com expectativa os ziliões de lucros do BES neste trimestre...). Ou seja, por esta altura já pus a maior parte dos leitores a chorar a miséria destes homens e das suas instituições. Também eu me condoo pela triste condição destes três anjinhos caídos de uma estrelinha lá no céu.
Já Vítor Constâncio que, segundo rumores não confirmados, se afirma como socialista (pelo menos de cartão), veio dizer que uma baixa de impostos é prematura. Ou seja, tudo somado temos que; preparem-se todos e todas mais uma vez para pagar mais esta crise dos mercados financeiros. Os bancos, intituições depauperadas, não têm dinheiro para a pagar. Vamos pagá-la nós. E, além disso, os impostos não vão baixar. Adindo a isto os salários que se praticam em Portugal, avizinham-se mais tempos complicados para o Zé Povinho. Mas, compreendam, devemos solidarizar-nos com os pobres bancos...