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quinta-feira, 1 de abril de 2010

A hipocrisia continua a vencer

O circo continua: ontem do trabalho para casa, às 5h30 - operações stop - 2; polícias na rua/autocarro - 0. Pela minha parte, obrigado. Sinto-me muito mais seguro... Enfim...

PS - Os gajos bem diziam ontem que tinham tido menos multas... Palpita-me que isto agora vai ser assim até ao fim do ano para ver se no estorquem o dinheiro que não nos conseguiram extorquir pelos impostos e afins.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Inês no País das Maravilhas

Segundo consta, Inês de Medeiros está à espera que o Jaime Gama se decida a dar-lhe os dinheirinhos para as suas viagens a Paris, onde reside. Acredito em que haja ajudas de custo, mas ajudas não são subsídios para sempre que se viaje. Acho que é uma (mais uma) machadada que se dá na credibilização da política, onde o dinheiro prevalece à ética, agora no PS (outra vez) - onde residem centenas e milhares de pessoas com a ética republicana.
Outra coisa que me faz espécie é porque raio ela aceitou o convite para ser deputada sabendo do custo que isso lhe traria, morando em Paris. Se o PS lhe disse que a Assembléia lhe custearia as viagens, daqui vai o meu valente: PAGUEM-NAS VOCÊS!!!!

E a suspeita torna-se realidade: GNR, PSP, UNT na caça à ao nosso dinheiro

Aquilo que era a suspeita de muitos, inclusivé minha, confirma-se agora através das últimas notícias que têm vindo a lume. Os desgraçados da Unidade Nacional de Trânsito (UNT) colocaram-se em desvantagem em relação à extinta Brigado de Trânsito da Guarda Nacional Republicana por terem extorquido menos aos portugueses durante o ano de 2009.
Ora a minha suspeita, e de muitos, prende-se com o facto de estas operações "stop" empolgantes e vistosas acontecem com um só propósito: sacar mais dinheiro dos nossos bolsos para os cofres depauperados do Estado. E não, como seria de esperar, para melhorar a segurança rodoviária. Alías, este busílis já foi aflorado há uns quantos meses aquando da notícia (logo abafada, pois nunca mais se ouviu falar nisso nem de uma hipotética investigação) de que a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública imporia aos chefes de esquadra um mínimo de multas (e detenções) por forma a terem uma boa avaliação. Como é óbvio, neste cenário que se nos coloca (e esta notícia das pressões não tem muitos meses - é apenas de Novembro do ano passado) é fácil avaliar que as Polícias estão-se borrifando para que haja mais ou menos segurança rodoviária. O que eles querem mesmo é o carcanhol da multa. Senão, e tendo a quantidade de multas diminuído 50% face ao ano passado, não poderiam, ao invés de colocar o cenário de menos eficiência, colocar o cenário de uma maior consciencialização dos condutores? Senão entramos aqui num grave paradoxo: é que quando de fala de mortes na estrada, e esse número, ainda bem, tem diminuído (se bem que ainda tenha algumas dúvidas na forma de contabilização dos mortos não no local do acidente, mas aqueles que morrem no Hospital - adiante), quer dizer que como tem diminuído deve arranjar-se mais buraco na estradas, mais curvas perigosas e mais pontos negros para que as mortes possam tomar o seu curso normal... Ora isto é patético. Mas há aqui uma malícia que se constata. Ou querem que os portugueses "aprendam" a estar na estrada, ou não querem e, nesse caso, nos querem sacar o dinheiro das multas. Estas são as duas vias abertas. Eu escolho a primeira, com operações de prevenção, como fonte de aprendizagem. A comissão que avaliou em relatório a UNT acha que não. É mais pela segunda via. Sacar dinheiro. E mais e mais e mais. Já se lembraram, por acaso, estes notabilíssimos membros desta comissão que, por acaso, foi pelas acções da BT-GNR e da UNT que o número de multas diminuíu?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lá Vai a Fatinha, Com a Saia Côr do Mar!

Apesar de estar em julgamento há demasiado tempo, diga-se, a nossa querida Fatinha continua a gamar os cofres da Câmara de Felgueiras para gáudio de todos aqueles que adoram a macacada e continuam a votar em macaquinhos para exercer o poder em Portugal. O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República veio hoje a terreiro dizer que, cito, "o eleito local apenas poderá exigir o pagamento das despesas [com processos judiciais] após a decisão final" e que "os pagamentos feitos noutras circunstâncias são ilegais, pelo que deve ser exigida a devolução das respectivas quantias". Entretanto o Público acrescenta que "um inquérito está já a correr no Ministério Público." Aguardamos com lágrimas nos olhos (de tanto rir, entenda-se) o que este inquérito e este julgamento vão dar.
P.S. - Uma última palavra para os felgueirenses; foram vocês que pediram uma Fatinha? Aturem-na!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dias Loureiro e Oliveira e Costa VS Decência

Eis que as notícias se continuam a densenrolar a um ritmo elevado, sobre o BPN/SLN! Esta é a última. Dias Loureiro e Oliveira e Costa andaram a fazer negócios às escondidas (não foram reflectidos nas contas do Grupo Sociedade Lusa de Negócios) em off-shores em territóri sob administração americana e compraram uma empresa falida e outra sem actividade. Confesso que acho isto tudo tão confuso e tão nojento (as off-shores, os paraísos fiscais, as quantidades obscenas de dinheiro que correm, etc.), que nem me vou dar ao trabalho de comentar longamente este assunto. Apraz-me, contudo, ver um membro tão distinto do PSD e dos Governos Cavaco em relações tórridas com o vil metal... Claro está, se fosse um preto ou um cigano, caíria o Carmo e a Trindade. Mas como é um engravatado respeitável, niguém vai preso ou, sequer, cai em desgraça. Mas são estes, verdadeiramente, que roubam à grande e à descarada.

domingo, 27 de abril de 2008

Roubar no Castelo de São Jorge


Não se alarmem os mais securitários! Este é um roubo sem faca, sem pistola, sem seringa. É um roubo descarado e sem vergonha, sem dúvida, mas, nevertheless, legal. Gosto muito do Castelo de São Jorge. É um local aprazível, que respira História em cada pedra do edifício, onde se tem uma vista notável de parte da cidade de Lisboa, e de além-Tejo. É um sítio maravilhoso para se estar, para visitar, enfim, para passear. E não é, particularmente, por ser lisboeta. Que sou. Pois vamos a um qualquer sítio do Mundo, e gostamos desse sítio ou não. Ponto. Hoje, durante a tarde, lá fomos, eu e a minha namorada, ao Castelo. Subimos desde a Baixa no mítico eléctrico 28 até lá cima. Saímos na paragem do miradouro de Santa Luzía (outro ponto de esplendoroso interesse), e subimos o pouco que faltava até ao Castelo. A primeira paragem, hoje em dia, é a bilheteira. Noutros tempos, seria um qualquer banco já dentro do Castelo. Não pago, sou de Lisboa (obrigado, Câmara, Governo ou Estado, ou lá que for). Mas a minha namorada, que mora a uns escassos (diria até ridículos, nesta situação) 100 metros de Lisboa, mas já fora da cidade, tem que pôr de fora do bolso a bela maquia de 5€. Como é estudante, tem a benesse de ser apenas metade; 2,5€. Primeiro roubo declarado. Desde que a cultura virou negócio, temos que amochar. Para mais, é um monumento nacional. Pagar para entrar numa "coisa" que "é nossa", é algo que me confunde. E enoja. Mas adiante. Lá entrámos. Andámos um pouquinho, e sentámo-nos na esplanada que existe a caminho do Castelejo. Que agradável... Como tudo, hoje em dia, é negócio, para estar ali sentados havia que consumir. E lá fomos consumir. Perguntei à senhora que estava a trabalhar no café/snack-bar do Castelo quanto era a imperial. Ela respondeu-me, com educação, "2,80€". Espantado, retorqui: "parece que quando entramos no Castelo, entramos noutro país.". Nada mais acertado. À nossa volta, só só só SÓ estrangeiros. Gente interessada, como é óbvio, nas belezas que a cidade de Lisboa lhes tem para oferecer, entre as quais o Castelo de São Jorge. E gente com capacidade salarial para fazer tal. Nada a objectar, como me parece claro. Para tornar esta minha frase mais densa, nada melhor que os preços exorbitantes que aquele estabelecimento (pertencente às Pousadas de Portugal, por sua vez pertencente ao império Pestana) pratica. Parecia mesmo que estávamos noutro país: pagar para entrar no que é nosso e pagar 5,60€ por 2 imperiais... Conversando com a minha namorada, pareceu-nos óbvio o porquê de não haver ali quaisquer indícios de portugueses; é que o português da classe-média, hoje em dia cada vez mais depauperada (ou roubada, como quiserem), não vai: 1º - gastar 5€, caso tenha o "azar" de não ser lisboeta, para entrar num MONUMENTO NACIONAL (ou seja, NOSSO!); 2º - não vai passear para aquele lugar porque não se vai sentar, com os miúdos, depois de uma passeata e de umas brincadeiras, numa esplanada onde pagamos couro e cabelo por qualquer merdinha. Ou seja, o Castelo de São Jorge só existe para estrangeiro lá ir. Nada contra. Muito pelo contrário. Mas quanto aos portugueses, quem quiser lá, conselho meu: leve farnel e uma latinha de suminho ou cerveja no bolso... Isto se for lisboeta... Porque se não for, não se livra da "mocada" logo à entrada... E eu a pensar que os nossos impostos iam para algum lado...