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sábado, 27 de março de 2010

Enfim, ganharam os betos, perderam (e perderão) os portugueses (por sua culpa)

Há um mês atrás tinha confessado isto à minha namorada. Hoje, confirmou-se. O betão Pedro Passos Coelho foi eleito presidente do PSD.
O que tinha eu dito à minha namorada? Passo a explicar. E ainda com tiques de futurologia.
O que lhe disse foi que este indivíduo seria Presidente do PSD e, vamos ver, virá a ser Primeiro-Ministro... Porquê? Porque tem todos os ingredientes de um "Ídolos" ou qualquer coisa do género. Anda sempre engravatado (será que põe o pijama para dormir?), é um betinho bem falante e é girinho e charmoso. O mesmo se poderia aplicar a Sócrates aquando a sua eleição para Secretário-Geral do PS. Justamente. Um tipo novinho, bem parecido e com ganas.
O que eu quero dizer com esta prosápia é que este macaquinho de fato será Primeiro-Ministro de Portugal, sem qualquer dúvida. Retratar-me-ei aqui mesmo se não o for. E não o será por minha expressa vontade... Será Primeiro-Ministro porque é um betinho que veste bem, é engraçadinho, anda sempre de fato (coisa que os portugueses muito prezam e acham que confere solenidade e honestidade ao ente) e sabe dizer duas frases seguidas. E como os portugueses (desde há muito, em democracia) preferem o visual à inteligência e valor, teremos, assim, Passos Coelho como Primeiro-Ministro. As minhas dúvidas sobre isto são muito muito muito muito poucas. As pessoas não valorizam a competência, mas sim a betice, a engravatice e a charmice. Que a vida lhes seja muito leve.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Notícias Fresquinhas da Manhã!

Ainda um gajo mal acordou, já está a ser bombardeado por notícias absolutamente aterradoras... Bom, para ser honesto, era para ter escrito isto logo que acordei. Mas preferi deixar passar umas horas, para ver se na minha mente se orquestrava algum sentido. Depois, ao fim de algum tempo, pareceu-me que passassem os minutos e horas que passassem, não o conseguiria. Portanto, decidi que devia era comentar.


A primeira com que levei foi a da recandidatura de Santana Lopes à Câmara Municipal de Lisboa. Pensei que ainda estava a sonhar. Mas não...não...olhei, olhei e percebi que estava...acordado... SANTANA VÊM MESMO AÍ OUTRA VEZ, exclamei! Primeiro, fiquei alarmado, confesso. Um dos políticos mais incompententes da nossa praça, volta por intermédio da anuência dos órgãos do PSD. A reinação com o povo português continua, pensei... Mas, depois, respondi a mim próprio; mas qual reinação? A malta o que gosta é de pão e circo! Não mexer uma palha, votar nos mesmos, votar nos incompetentes e tachistas! Ora bolas, Renato, porque te preocupas?! Eis o que a malta quer! Não é o Batatinha! É o Santana! De preferência com um tema musical do Tony Carreira!




Outra das notícias estava estampada no Correio da Manhã. Dias Loureiro ganhou 7,1 milhões com a venda das acções que detinha da Sociedade Lusa de Negócios ao grupo Banco Português de Negócios, principal activo, como todo a gente já sabe, por agora, da SLN. Para vos ser muito franco, estou-me borrifando para estes negócios. Desde que eles paguem pelas transacções uma grande parte para o bolo comum, em impostos. Mas o que me veio logo à cabeça (e ao estômago, via uma naúsea súbita) foi a frase que este senhor disse em directo, na entrevista à Judite de Sousa na RTP1; disse este rapaz que não se considerava uma pessoa rica... Posto isto, e sabendo nós que ontem saíram mais dados do INE que apontam para uns belos 18% de pessoas que vivem no limiar da pobreza, com 379€ mensais, o que são uns meros 7,1 milhões de euros? Certamente que, para Dias Loureiro e outros engravatados que tais, serão mais umas almoçaradas no Gambrinus à conta da crise dos outros... Haja decência... Porque hipocrisia, já temos aos molhos...

A última notícia que me fez acordar mais confiante no mundo novo que estamos a construir, pode ser apelidada mais de fait-d'hiver do que qualquer outra coisa. Seja como for, decidi registar esta notícia aqui no blog por duas razões: para memória futura e para que as pessoas conheçam e vejam bem onde estamos metidos... Manuel Sebastião, da Autoridade da Concorrência, decidiu que, ao fim de cinco meses de uso, o seu carro de serviço deveria ser trocado. Bom, podemos especular um bocadinho... Se calhar o homem tinham lá as suas razões... Quem nos diz que Abel Mateus, seu antecessor, não teria hemorróidas? Ou que colava ostensivamente macacos que tirava do nariz no seu banco? Ou ainda que Manuel Sebastião estava tão habituado a estar sentado num ângulo recto e o banco do carro do seu antecessor estava dois graus desviado para o ângulo grave? Bom, especulações...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Eleições em Itália


A coligação de direita liderada por Silvio Berlusconi ganhou em Itália. O povo votou e é soberano. Contudo, fico triste. Itália que, é preciso não esquecer, é uma das maiores potências económicas do mundo, merecia ter um Primeiro - Ministro mais credivel. Com efeito, Berlusconi é uma personagem descredibilizante. Um homem que fez fortuna de uma forma obscura e não olha a meios para atingir os seus fins( por exemplo, o aproveitamento descarado dos orgãos de comunicação social de que é proprietário para se promover politicamente). Prefiro um homem como Prodi, que apesar da sua imagem cinzenta, ninguém tem dúvidas de que é sério e credivel, do que um vigarista "chico esperto" que tem a mania que é vedeta e que é o "suprasumo da barbatana". Ainda por cima está coligado com os neo -fascistas e com a Liga do Norte de Bossi, um partido xenofóbo que advoga a superioridade dos italianos do norte em relação aos do sul,aspirando à independência do norte de Itália( o que eles designam a Padânia). É caso para dizer: "diz-me com quem andas, que eu digo-te quem és".
De qualquer forma, Berlusconi só tem maioria absoluta em coligação com essas duas forças políticas. O partido mais votado, em termos nominais, foi o Partido Democrático, de centro -esquerda,liderado por Veltroni, que não quis coligações com a esquerda mais radical (refundação comunista e outros). Foi um bom resultado para este novo partido, que se posicionou como alternativa ao bloco de direita populista, reacionário e separatista, liderado por este personagem digno de um filme de comédia,de nome Silvio Berlusconi.

terça-feira, 11 de março de 2008

Eleições espanholas



Realizaram-se eleições em Espanha. Como era esperado o PSOE ganhou, mas sem maioria absoluta. Os dois maiores partidos subiram a votação e o número de deputados. Toda esta subida à conta dos pequenos partidos. A Esquerda Unida ( uma espécie de Bloco de Esquerda espanhol) teve uma grande queda em termos de votos e número de deputados. O PNV ( Partido Nacionalista Basco) também desceu imenso, criando sérias dificuldades à realização de um referendo sobre a independência do Pais Basco, pretendida pelo seu lider e Presidente do Governo Regional Basco Ibarretxe. Talvez tenho sido a consequência do último atentado terrorista da ETA, em que foi assassinado um autarca socialista.Considero que o PSOE e Zapatero mereceram ganhar esta eleições. Efectuaram-se ao longo de quatro anos reformas corajosas. Retiram as tropas espanholas do lamaçal do Iraque,legalizaram o casamento entre homossexuais com possibilidade de adopção, simplificaram a Lei do Divórcio, reformaram o ensino, retirando influência nos curriculos ao ensino religioso, aumentaram o ordenado minimo significativamente (120 euros), entre outras medidas. Sofreram uma campanha vergonhosa de ataques por parte da hierárquia católica que tinha vindo a apelar, descarada ou subtilmente, ao voto na direita.No que se refere ao PP e ao seu lider Rajoy, apesar de terem subido em votação e deputados, ainda não são alternativa a Zapatero e aos socialistas. Continuam a persistir num discurso extremamente conservador e reaccionário. Criticavam só por criticar, sem apresentar qualquer alternativa consistente de governação. Chegaram, inclusive, a utilizar a questão do terrorismo como arma de arremesso politica contra o PSOE. Não tenho dúvidas que o PP, apesar de pretensamente tentar passar a imagem de um partido moderno de centro-direita, continua a representar tudo aquilo que é mais retrógrado em Espanha. Continua a ser, como dizia Fraga Irbarne, seu lider histórico, nas primeiras eleições livres espanholas em 1977, o representante "do franquismo sociológico".Para saber mais sobre estas eleições recomendo a leitura do publico e do El Pais
Publicada por João Pedro Moreno em 13:13 0 comentários Hiperligações para esta mensagem